É Janeiro, tudo está fresquinho por aqui e as sessões de Filosofia para/com Crianças regressam à Biblioteca Municipal Lídia Jorge, em Albufeira.
Pude perceber, conforme já desconfiava, que apenas adultos tomam resoluções de ano novo. Quanto mais pequeno se é, menos resoluções destas surgem nas conversas. O que pode indiciar que há muito a descobrir sobre o tempo, se incluirmos nas pesquisas pesquisadores de idades variadas.
Em cima da mesa estiveram, para começarmos, folhas secas, folhas verdes, o frasco da terra (designação do Xavier, de 6 anos, para a ampulheta), um calendário de 2025.
Definir o tempo; desenhá-lo; perceber ser se é circular, se pode parar ou andar mais rápido, se é observável foram algumas linhas que incluímos nas sessões.
O tempo é circular porque as folhas secas são do outono, as verdes são da primavera. E depois começa tudo outra vez.
No ano passado houve passagem de ano e hoje é janeiro outra vez. - o dedo indicador acompanhou esta afirmação e ficou a parecer que o tempo faz um círculo.
Mas não! - «Este Janeiro é de 2026 e o outro era de 2025!» - (Madalena.)
Podemos ver o tempo também de várias maneiras - a areia da ampulheta a cair, nas folhas que secaram e olhando para a Madalena e para a mim - Tu és mais crescida do que a Madalena e a Maria ainda é mais pequena do que a Madalena. - Será ver as coisas o mesmo que ver o tempo?
O tempo anda mais rápido quando nos divertimos. (Alice)
O tempo anda um bocadinho mais devagar quando são os foguetes da meia-noite, na passagem de ano. (Xavier)
O tempo são os segundos, os minutos, as horas, os dias e os anos.
O tempo é como o mundo: gira.
O tempo é uma fotografia. (Rafael)
O tempo são as épocas históricas - os dinossauros, os egípcios, os romanos e agora nós.
A melhor coisa que posso fazer com o tempo é: - ver as estrelas (Rita); - jogar Uno com a minha família (Vanessa); - jantar com a minha família (Vicente).
É possível perder tempo? Não, não se perde tempo. (Maria Inês)
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