quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Filosofia para Crianças - reportagem TSF sobre a disciplina no Colégio Internacional de Vilamoura

Aprender a questionar desde muito cedo e sem medo de errar ou ter uma opinião.

Siga o LINK para aceder ao registo áudio:



Destaque para a nossa Laurinda Silva, professora da disciplina de Filosofia para Jovens, do 5º ao 9º ano de escolaridade.

sábado, 18 de janeiro de 2014

1ª sessão do Cliclo de Filosofia para Crianças & Arte

A Biblioteca Municipal de Silves inaugurou hoje o ciclo de sessões de Filosofia para Crianças & Arte.

A sessão iniciou-se com a ignorância total acerca do que é a Filosofia - «nunca ouvi falar».
Ora, o mesmo já não se passa com o desporto que, é rico em palavras descritoras do que traz ao nosso corpo: força, poder, rapidez, flexibilidade, concentração, reforço e tranquilidade.

Excelente! Nunca uma enumeração tinha sido tão exaustiva para a comparação entre o ginásio do corpo e o ginásio do pensamento: se exercitarmos o nosso pensamento ele fica, exactamente, mais forte, mais poderoso, mais rápido e mais flexível...

Depois disto, pudemos principiar mesmo a sessão cuja tarefa consistiu em colocar no papel o elenco de palavras que Schubert nos foi fazendo lembrar...

Com algum custo em deixar palavras para trás, os participantes elegeram o conceito mais representativo e colocaram-no no quadro com a ajuda da Diana (7 anos). Uma ajuda preciosa!: - Música; - Liberdade; - Tranquilidade; - Reflexão; - Salão de Baile; - Harmonia.

Segue-se a fase de agrupar os conceitos, que relação há entre eles?
A 1ª sugestão
Música + Salão de Baile
Parece óbvío. Apesar de poder existir Música sem Salão de Baile e Salão de Baile sem Música. (Diana)

A 2ª sugestão
Tranquilidade + Reflexão + Harmonia

E uma 3ª hipótese
* Música + Salão de Baile + Liberdade;
* Tranquilidade + Reflexão + Harmonia + Liberdade.

Várias opções de pensamento surgem para discussão: 
A reflexão pode trazer-nos tranquilidade?
A tranquilidade pode proporcionar-nos reflexão?
A reflexão pode trazer-nos intranquilidade? (Sandra)

O grupo optou pela pergunta da Sandra e o Romeu (10 anos) deu três brilhantes exemplos de como a reflexão nos pode mostrar a intranquilidade.
«Se queremos mesmo jogar um jogo e não estamos a fazer, ficamos intranquilos;
Se não queremos estar no cinema a ver aquela seca de filme de amor, e preferíamos estar em casa a jogar, ficamos intranquilos; e agora mesmo vou tirar o casaco porque estou intranquilo com o calor.
Estamos intranquilos quando fazemos coisas que não queremos.»

A avó e a Ana deram uma ajuda: se não tivéssemos pensado nas coisas (reflexão) não saberíamos que não gostávamos de estar ali.

O adiantado da hora deixou outras possibilidades de investigação e de exercício para outras ocasiões, quiçá em família!

Esta sessão foi: bonita; inovadora; interessante; irrequieta; dialógica; óptima.

E foi muito bem!!
Grata pelo empenho de todos os participantes e até ao próximo encontro com as artes e a filosofia!
a facilitadora, Laurinda Silva








mais info em www.cm-silves.pt




quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Cadela do Calatrava



A Cadela do Calatrava

«A praia de Faro é parte da grande península que faz fronteira com a Ria Formosa, um ilhéu que está ligado ao continente por uma pequena ponte de madeira. 

Pois bem, correr e brincar na praia era o passatempo preferido de uma cadela, conhecida por ser a cadela do Calatrava. O Calatrava era um pescador que, como tantos outros na ilha, fazia do mar a sua profissão e o seu sustento.

Em alturas de trabalho mais aturado, quando as barcas, bateiras e caíques se aprontavam para o mar, quando os cabos, as redes, as boias e as armações ocupavam os seus lugares ou se remendavam por causa do uso fustigador da água salgada, a cadela do Calatrava ADORAVA ainda mais a praia. Adorava fazer parte daquele corrupio todo! Pulava, saltava, corria por todo o areal sem parar um segundo!

O Calatrava não tinha outra alternativa: tinha de lhe pôr uma coleira. Era a única maneira de os pescadores trabalharem à vontade. 

E era sempre assim! Para trabalhar o Calatrava colocava a coleira no pescoço da cadela sem a prender a nada, apenas a coleira no pescoço.
A cadela do Calatrava não saía mais do sítio. Latia, latia, latia. Latia, latia, latia, mas não saía do sítio.» L.S.

 A história da cadela do Calatrava inspirou a sessão de hoje!
 «- Porque é que a cadela não saía do sítio?» (Diogo B.)

Várias sugestões de resposta a esta pergunta surgiram: «Porque gosta de estar com a coleira, e se ficar irrequieta, o dono tira-lha.» (Daniel) ou «Porque sente respeito pelo dono e sabe que deve ficar ali.» (Diogo) ou ainda «Porque se sente presa, apesar de não estar.» (Catarina)

Mas será que há diferenças entre ser/estar preso e sentir-se preso? Ou entre ser livre e sentir-se livre?
Sim, inequivocamente sim!
«Sentir-se é uma mentira; ser é a verdade!» (Daniel)
«Sentir-se é a verdade; ser é a mentira:» (Diogo)

Hummm.... E agora?...

O Daniel explica: - a cadela sentia-se presa mas na verdade não estava!
E o Diogo também explica: - se nós pensamos que estamos presos, não fazemos coisas. Ou fazemos coisas de uma maneira.

(...)

Mas será que nós, humanos, também temos destas coleiras que nos prendem sem prender? 
Avançaram-se inúmeros exemplos que confirmam que sim:
- a sala de aula (Daniel);
- a prisão (se bem que é um pouco diferente: da sala de aula podemos  - conseguimos - sair, mas não o fazemos porque sabemos que não devemos, mas na prisão não é assim tão fácil conseguir sair...);
- Casa;
- Deveres, com os pais, por exemplo (Catarina e Bruna);
- Castigos;
- Trabalho;
- Emprego;
«- O meu pai está desempregado.»
Também podemos estar presos ao desemprego?
«- Sim.»
- Desemprego;
- Dor (Diogo B.);
- Vício («- Fumar, por exemplo.», Adonai ou «- Jogar computador.» Daniel)

«- É quando tu gostas tanto que não deixas de jogar.» (Adonai)
Afinal, parece que é mesmo muito possível gostar de estar preso!    ?...



 Grata a todos pela sessão e parabéns pela qualidade das intervenções!
(4º D)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Ciclo de Filosofia para Crianças & Arte



ESTREIA
FILOSOFIA PARA CRIANÇAS, BIBLIOTECA MUNICIPAL DE SILVES

1ª sessão no dia 18 de Janeiro, 15h30m – MÚSICA
 
Ouvir Schubert faz-me lembrar…

Sinopse: 
O objectivo destas sessões totalmente práticas é o de alcançar um uso consciente e crítico da linguagem e, consequentemente, da apreensão do mundo.

Compreendendo a Arte como ferramenta provocadora e a linguagem como um veículo que traz consciência, este exercício proporciona o caminho que revela significado humano.
Assim, a seleção de conceitos inspirados/ incentivados pela música dá acesso a uma escala conceitual de valor.

Visamos aplicar habilidades criativas, no sentido em que se obriga a procurar o termo que melhor descreve o que cada membro do grupo pensa/ sente com base em um estímulo externo, neste caso, a música.

Para ficar a saber mais informações escreva-nos para entelequia.filosofiapratica@gmail.com ou aceda a http://www.cm-silves.pt/


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Se eu fosse uma casa, seria...

Os alunos do 5º ano aceitaram o desafio: serem casas, descreverem-se em palavras e por fim transformarem-se em imagem!
Alguns dos resultados mais criativos podem ser visitados a seguir:

«Eu seria de ouro, com sofás de lápis e o meu escritório seria feito de almofadas. Na minha casa o telhado seria feito de cheesecake, o meu quarto seria de cabelo e a cozinha de palavras. Janelas de batatas fritas e a casa de banho seria de mel e metal.» K.


«Seria fixe, natural, teria vários andares com animais, teria um campo de basket, um campo de abórismo (monte de árvores para trepar) teria uma cozinha toda xpto e seria totalmente inassaltável. Haveria sempre paz e teria um sítio que faria ficar toda a gente com o super-poder que quisesse. Teria animais, dinossauros e animais mitológicos...» A.


 «Eu seria uma casa aquática com três andares e com uma vela de corrida, seria grande e forte como um boi.» L.


«Eu seria rectangular, era feita de ferro, pintada de aço metálico com um telhado todo prateado metálico e triangular. Com móveis de ouro e prata. E tinha um jardim com relva de ouro.» J.


«Se eu fosse uma casa seria de cor castanha clara. Por dentro seria suja e desarrumada e a mobília seria preto, azul, bege e castanha. Teria uma piscina da mais bonita cor de azul. A casa seria torta. Teria uma casa ao lado da minha que eu utilizo para mostrar as minhas medalhas e troféus de ténis. Seria habitada por "ciganos".» M.











Obrigada a todos pelo entusiasmo!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ginásio da Mente - Pensar: a imagem como estímulo

Estímulo utilizado na mais recente sessão no Colégio Central de Gueifães:


Seguiu-se a elaboração de questões:
 fazer perguntas à imagem ou a partir da imagem.

A pergunta mais votada:
Porque é que nós imitamos?

Depois de uma breve discussão clarificadora, reconstruída com maior precisão e objecto do diálogo:

Porque é que nos imitamos uns aos outros?


O percurso:

O que é imitar? Imitamo-nos? Quando? Exemplos? Porquê? 

Imitar é bom? Porquê? É mau? Porquê? 

Devemos imitar? Não. Porquê? Sim. Porquê? E quem?

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Como Deus Nasceu?

O prometido é devido! Hoje a sessão foi dedicada a uma das perguntas consideradas mais interessantes pelo grupo de Filosofia para Crianças 4º B&C: «Como Deus nasceu?»

Várias hipóteses foram lançadas:



Porém, analisando com cuidado cada uma delas, fomos vendo que nem todas resistiam ao nosso exame.
É o caso de "num estábulo", pois responde à pergunta onde e não à pergunta como.
(Além disso, «se Deus nasceu num estábulo ele teria que o ter criado, antes mesmo de nascer...»)

- Há mais alguma hipótese deste género?
- Sim, a hipótese "no céu": refere-se ao local e não à maneira como Deus nasceu. (Catarina)

Além de nos guiar à distinção entre "do céu" e "no céu", a nossa investigação levou-nos a agrupar outras promessas de sucesso: "caiu do céu"; "caiu do céu com a chuva" e "Deus estava numa nuvem e caiu com um trovão". É óbvio, em todas estas hipóteses Deus caiu.

Um fecho forçado pelos bichinhos carpinteiros dos participantes e pelo adiantado da hora fez-nos ir para casa com a hipótese apontada como mais razoável: "Deus não nasceu".

Bom diálogo por aí e até à próxima sessão!

(Sessão do 4º B&C)

domingo, 8 de dezembro de 2013

Exercício DESENHAR CONCEITOS

                          Ginásio da Mente no Colégio Central de Gueifães
                                              (sessões de 60 minutos, alunos de 5 a 7 anos)

 Saco cheio de conceitos; Uma criança tira um conceito; Conceito sacado: em busca de uma definição (diálogo: conhecemos? o que é; o que não é; exemplos); Desenhar o conceito (em total silêncio, impera a concentração); Partilha de desenhos: Onde está o conceito? É uma boa representação? Porquê?; A criança que sacou o conceito escolhe outra para sacar o próximo.








 



Adaptado e abreviado do exercício Depicting Concepts, apresentado por Nuno Paulos Tavares no Istambul Sophia (European Foundation for the Advancement of Doing Philosophy with Children) Meeting de 2011.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ENTELÉQUIA no COLÓQUIO LONERGAN: "CRISE SOCIAL E CONHECIMENTO DE SI"



DESTAQUE: 6º Painel - REFLEXÃO FILOSÓFICA E ACONSELHAMENTO



Moderadora: Irene Borges Duarte (Universidade de Évora)

. José Barrientos (Universidade de Sevilha)

. Nuno Paulos Tavares (Enteléquia - Filosofia Prática)
   Apontamentos sobre a crise, hoje: casos de consulta, fobia conceptual e um país que (se) pensa.

. Alves Jana (APAEF)
Siga o LINK para o PROGRAMA completo.
Siga o LINK para BERNARD LONERGAN ARCHIVE.
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Instantâneo visual do 6º painel:

terça-feira, 26 de novembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Pergunta e Imagem: que Relação ?

Podemos Conhecer?

vs


«O que esta imagem relaciona com a pergunta é que primeiro sem os olhos não podemos ver a pessoa ou o objecto mas não quer dizer que sem os olhos não podemos conhecer algo ou alguém e, segundo, como existe[m] olhos diferentes na imagem acho que qualquer pessoa ou outro ser vivo conhece qualquer coisa de maneira diferente. Porque toda a gente é diferente das outras e é por isso vivemos num mundo cheio de mistérios. E finalmente podemos conhecer algo ou alguém através de um olho? A resposta é sim e não, dá para ambos os lados, 50/50.» R. 8º ano


Este é apenas um exemplo de relação! - a investigação promete e continuará na próxima sessão!

Grata pelo empenho de todos!

sábado, 23 de novembro de 2013

Amor Emaranhado


A sessão de hoje, nem de propósito, começou por uma euforia misturada com pó de giz:
I love Filosofia para Crianças.
A Oficina de Corações acompanhou-nos durante cerca de uma hora e, mais uma vez (sorriso), a sessão decorreu de um modo totalmente diverso do planeado.
Ao longo da leitura da história, as meninas faziam de Beatriz sem coração, os meninos de Matias que consertava corações.
Decidiu-se trocar os papéis: meninos agora são a Beatriz, do olhar frio e meninas o Matias, com a agulha e o fio de prata.
Melhorámos: o tempo dos gestos aproximou-se do tempo das palavras!
Alguns participantes preferiram desempenhar os papéis do sexo oposto: «é mais engraçado porque não estamos habituados
(Pois! - colocar-se no lugar do outro, fazer dele, pode ser tão desafiador!...)

É, de certeza, este um dos grandes meios de experienciação do ser humano que queremos ser!



Obrigada a todos!
(sessão com o 4º A)

sábado, 16 de novembro de 2013

Dia Mundial da FILOSOFIA - 21 de Novembro

Estaremos presentes na Escola Secundária Afonso de Albuquerque (Guarda) para a apresentação: 

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS: O QUÊ? PORQUÊ? COMO?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Talk with me by Nigel Warburton

"(...)Yet this stereotype of the genius at work in complete isolation is misleading, even for Wittgenstein, Boethius, Machiavelli, Descartes, and Rousseau. Philosophy is an inherently social activity that thrives on the collision of viewpoints and rarely emerges from unchallenged interior monologue.(...)"
 
"(...)Western philosophy has its origins in conversation, in face-to-face discussions about reality, our place in the cosmos, and how we should live. It began with a sense of mystery, wonder, and confusion, and the powerful desire to get beyond mere appearances to find truth or, if not that, at least some kind of wisdom or balance.(...)"

Follow the LINK for the full article.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

«Como é que Deus nasceu?»


Hoje a sessão de Filosofia para Crianças produziu uma boa bateria de perguntas a trabalhar! Uma delas, inclusivamente, «nem Deus sabe responder!: Quando é que Deus nasceu?»  
E, enquanto isto, os familiares da Gabriela chegaram com bolo de chocolate surpresa para lhe cantarmos os Parabéns! - Um mimo para todos!!  :) 
Já no final, alguém pediu desculpa e prometeu não faltar mais às sessões de Filosofia!
 
                                                                                                                                    Obrigada e até breve!
 
 

domingo, 27 de outubro de 2013

FILOSOFIA NAS ORGANIZAÇÕES

Formação, workshops e diálogos à medida da sua empresa ou organização.

Contacte-nos:entelequia.filosofiapratica@gmail.com