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Projecto educacional de divulgação e prática da Filosofia em contextos específicos.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Se eu fosse invisível...
«... usava os sapatos da minha mãe.»
«... fugia de casa e ia para Faro passear.»
«... ia ao circo sem pagar bilhete!»
«... fugia para o Brasil. Eu já estive lá e gostava de voltar.»
«... lia os livros todos da biblioteca! (A Inês até ia ficar assustada porque só via o livro no ar!)»
«... ia passear para Espanha!»
«... matava o diabo. Porque ele faz coisas más!»
A sessão varia a cadência sem abrandar o ritmo.
- Então e matar, não é mau? Há pouco ficaram muito tristes por Giges ter morto o Rei, usando o seu anel mágico...
- Mas o diabo é mau...
- E se o Rei fosse mau?
- Ah!, então já não dizíamos "coitado do Rei"...
O compasso normal volta, depois de nos apercebermos que não sabemos muitas coisas sobre o diabo: está na nossa imaginação? Existe mesmo? Onde mora? Na Terra? Debaixo da terra? Num buraco na terra... (Bem, uma coisa sabemos: Deus mora no céu!)
«... usava a roupa que me apetecesse.»
«... assustava o meu mano.»
«... comia os bolos todos que desejasse.»
«... ia de férias para Búzios!»
«... fazia coisas más.» - uhuuuu - os apupos de quem ouve fazem o Leandro reagir - «Sim!, quando ninguém nos vê fazemos coisas más. Se nos virem fazemos coisas boas!»
É o que o mito platónico em A República (O Anel de Giges) proporciona, ainda hoje, aos alunos do 1º A e B da EB1 nº 2 de Quarteira.
«... fugia de casa e ia para Faro passear.»
«... ia ao circo sem pagar bilhete!»
«... fugia para o Brasil. Eu já estive lá e gostava de voltar.»
«... lia os livros todos da biblioteca! (A Inês até ia ficar assustada porque só via o livro no ar!)»
«... ia passear para Espanha!»
«... matava o diabo. Porque ele faz coisas más!»
A sessão varia a cadência sem abrandar o ritmo.
- Então e matar, não é mau? Há pouco ficaram muito tristes por Giges ter morto o Rei, usando o seu anel mágico...
- Mas o diabo é mau...
- E se o Rei fosse mau?
- Ah!, então já não dizíamos "coitado do Rei"...
O compasso normal volta, depois de nos apercebermos que não sabemos muitas coisas sobre o diabo: está na nossa imaginação? Existe mesmo? Onde mora? Na Terra? Debaixo da terra? Num buraco na terra... (Bem, uma coisa sabemos: Deus mora no céu!)
«... usava a roupa que me apetecesse.»
«... assustava o meu mano.»
«... comia os bolos todos que desejasse.»
«... ia de férias para Búzios!»
«... fazia coisas más.» - uhuuuu - os apupos de quem ouve fazem o Leandro reagir - «Sim!, quando ninguém nos vê fazemos coisas más. Se nos virem fazemos coisas boas!»
É o que o mito platónico em A República (O Anel de Giges) proporciona, ainda hoje, aos alunos do 1º A e B da EB1 nº 2 de Quarteira.
Obrigada a todos por estas sessões!
Espinosa, o universo-Deus e uma pergunta triste - artigo
Por Nuno Paulos Tavares
“Não rir nem chorar, mas compreender.” Espinosa
Descartes, o racionalista, propôs três tipos de substância: mente, matéria e Deus. Espinosa, o racionalista, argumenta que apenas existe um tipo: Deus. Para Espinosa, Deus não é uma força, pessoa ou princípio que coloca o universo de matéria e mente em existência. Deus é o todo da existência na sua vasta, misteriosa e interconectada totalidade.
Tendo a Geometria como modelo de raciocínio, Espinosa procura fundamentar este panteísmo e todas as suas noções a partir de primeiros princípios. Por exemplo: Deus, sendo perfeito, não pode ser menos do que o universo como um todo. Mente e matéria são, assim, aspectos do universo. Não possuem existência independente. Podemos vê-las como separadas, podemos questionar sobre as suas conexões mas tais questões ligam-se à inevitável ignorância, falibilidade e percepção limitada do humano e não à natureza inerente do universo. Desta forma, de uma estocada, Espinosa afasta a insolúvel questão sobre como corpos e mentes interagem e o papel de um Deus transcendente. Não existe interacção uma vez que não existe separação. Deus é imanente; o universo não pode existir separadamente de Deus pois é Deus.
Para Espinosa, o universo-Deus é uma totalidade e qualquer tipo de separação ou conceptualização é produto de mentes pequenas apreendendo apenas pequenas partes de cada vez. Dividimos o universo em partes, átomos, moléculas, cadeiras, mesas e depois fazemos perguntas sobre como essas partes se interrelacionam. O que esquecemos é que existem partes do universo apenas porque a nossa mente o despedaçou. O universo, qual vasta pintura sem limites, é demasiado para compreendermos, por isso, transformamo-lo num puzzle de biliões de peças, cada peça sendo pequena e simples o suficiente para a nossa mente perceber. E depois perguntamos: Quais as relações entre as peças? Como podemos juntar todas as peças do puzzle?
Na verdade, as peças não se relacionam: não encaixam porque na realidade não existem. Conexões são o que fazemos com a mente e não realidades a serem descobertas no mundo.
O universo pode ser apreendido como uma totalidade mas unicamente um poder infinito pode apreender uma infinita realidade. Tal é Deus, o universo como um todo.
Desde imemoriais tempos e remotas paragens, místicos sempre afirmaram entrever o universo como totalidade interligada. Esta visão e forma de ser foram apresentadas como fonte de cura, força, inspiração e conhecimento. Espinosa não afirma a unidade da existência como resultado de qualquer experiência mística mas a partir da dedução e análise matemática. Tenta mostrar que o que afirma é verdadeiro exactamente do mesmo modo que Euclides deduz regras de geometria a partir de axiomas básicos, com proposições, postulados, provas, definições, lemas e corolários, dispostos sistematicamente, um procedendo logicamente do outro.
Espinosa acreditava que a unidade da existência tinha um valor prático para as pessoas nas suas vidas quotidianas pois a felicidade e a miséria são em larga medida determinadas pela estreiteza da visão que lançamos sobre tudo. A busca desta visão abrangente, análoga à de Deus em sua ambição, abertura da verdadeira comunhão cósmica, tem o poder de tudo pôr em perspectiva e fomentar um adequado sentido de admiração, reverência, humildade, talvez puro delírio, face ao vasto mistério da existência.
Esta visão pode (?) ser bastante para alentar a alma e funcionar como meio de encontrar tranquilidade interior mesmo nas piores circunstâncias. É inegável que a colocação em perspectiva mais abrangente das preocupações individuais tem sido e continuará a ser uma forma de lidar com situações indesejáveis, circunstâncias dolorosas e momentos avassaladores. Os Estóicos fizeram-no, via autodisciplina e controlo dos pensamentos e predisposições autodestrutivas. Segundo Espinosa, a via primeira é um processo de alargamento do nosso entendimento sobre a nossa comunhão com a existência: um passo de aproximação à experiência divina.
Subsumidos numa perspectiva secular, atomizada e individualista da existência, somos impelidos pela insegurança e as nossas vidas uma luta constante para fazer mais connosco e juntar coisas à nossa volta. Ameaças espreitam de todo o lugar. O medo da perda aumenta à medida que mais ganhamos. Tempo, circunstância e outras pessoas são inimigos ou potenciais rivais. Persistimos em tentar acompanhá-los, batê-los, controlá-los, dominá-los. Eventualmente, o tempo irá acabar para nós. Levará tudo que temos e acarinhamos. Somos sozinhos na impermanência das nossas alianças, ligações, triunfos e tragédias.
Por isso, Espinosa! A nossa interacção com a existência assemelha-se a uma dança: mais do que algo a ser atingido, a harmonia é algo percebido. O comportamento ético e cooperativo é inextrincável da nossa visão da subjacente unidade da existência. Agimos bem porque a acção boa é um dos meios para uma vida preenchida e una. Alimentamo-nos de acções boas, do mesmo modo que de pensamentos bons e sentimentos bons.
Alguém que pergunte “Porque tenho de comer?” é, sem dúvida, iludido e ignorante. Onde está o seu insight e apetite? Da mesma forma, uma pessoa que questione “Porque tenho de agir bem?” é tristemente inconsciente das forças unificadoras da existência.
Artigo publicado no Jornal Ecos, Maio 2012
Tendo a Geometria como modelo de raciocínio, Espinosa procura fundamentar este panteísmo e todas as suas noções a partir de primeiros princípios. Por exemplo: Deus, sendo perfeito, não pode ser menos do que o universo como um todo. Mente e matéria são, assim, aspectos do universo. Não possuem existência independente. Podemos vê-las como separadas, podemos questionar sobre as suas conexões mas tais questões ligam-se à inevitável ignorância, falibilidade e percepção limitada do humano e não à natureza inerente do universo. Desta forma, de uma estocada, Espinosa afasta a insolúvel questão sobre como corpos e mentes interagem e o papel de um Deus transcendente. Não existe interacção uma vez que não existe separação. Deus é imanente; o universo não pode existir separadamente de Deus pois é Deus.
Para Espinosa, o universo-Deus é uma totalidade e qualquer tipo de separação ou conceptualização é produto de mentes pequenas apreendendo apenas pequenas partes de cada vez. Dividimos o universo em partes, átomos, moléculas, cadeiras, mesas e depois fazemos perguntas sobre como essas partes se interrelacionam. O que esquecemos é que existem partes do universo apenas porque a nossa mente o despedaçou. O universo, qual vasta pintura sem limites, é demasiado para compreendermos, por isso, transformamo-lo num puzzle de biliões de peças, cada peça sendo pequena e simples o suficiente para a nossa mente perceber. E depois perguntamos: Quais as relações entre as peças? Como podemos juntar todas as peças do puzzle?
Na verdade, as peças não se relacionam: não encaixam porque na realidade não existem. Conexões são o que fazemos com a mente e não realidades a serem descobertas no mundo.
O universo pode ser apreendido como uma totalidade mas unicamente um poder infinito pode apreender uma infinita realidade. Tal é Deus, o universo como um todo.
Desde imemoriais tempos e remotas paragens, místicos sempre afirmaram entrever o universo como totalidade interligada. Esta visão e forma de ser foram apresentadas como fonte de cura, força, inspiração e conhecimento. Espinosa não afirma a unidade da existência como resultado de qualquer experiência mística mas a partir da dedução e análise matemática. Tenta mostrar que o que afirma é verdadeiro exactamente do mesmo modo que Euclides deduz regras de geometria a partir de axiomas básicos, com proposições, postulados, provas, definições, lemas e corolários, dispostos sistematicamente, um procedendo logicamente do outro.
Espinosa acreditava que a unidade da existência tinha um valor prático para as pessoas nas suas vidas quotidianas pois a felicidade e a miséria são em larga medida determinadas pela estreiteza da visão que lançamos sobre tudo. A busca desta visão abrangente, análoga à de Deus em sua ambição, abertura da verdadeira comunhão cósmica, tem o poder de tudo pôr em perspectiva e fomentar um adequado sentido de admiração, reverência, humildade, talvez puro delírio, face ao vasto mistério da existência.
Esta visão pode (?) ser bastante para alentar a alma e funcionar como meio de encontrar tranquilidade interior mesmo nas piores circunstâncias. É inegável que a colocação em perspectiva mais abrangente das preocupações individuais tem sido e continuará a ser uma forma de lidar com situações indesejáveis, circunstâncias dolorosas e momentos avassaladores. Os Estóicos fizeram-no, via autodisciplina e controlo dos pensamentos e predisposições autodestrutivas. Segundo Espinosa, a via primeira é um processo de alargamento do nosso entendimento sobre a nossa comunhão com a existência: um passo de aproximação à experiência divina.
Subsumidos numa perspectiva secular, atomizada e individualista da existência, somos impelidos pela insegurança e as nossas vidas uma luta constante para fazer mais connosco e juntar coisas à nossa volta. Ameaças espreitam de todo o lugar. O medo da perda aumenta à medida que mais ganhamos. Tempo, circunstância e outras pessoas são inimigos ou potenciais rivais. Persistimos em tentar acompanhá-los, batê-los, controlá-los, dominá-los. Eventualmente, o tempo irá acabar para nós. Levará tudo que temos e acarinhamos. Somos sozinhos na impermanência das nossas alianças, ligações, triunfos e tragédias.
Por isso, Espinosa! A nossa interacção com a existência assemelha-se a uma dança: mais do que algo a ser atingido, a harmonia é algo percebido. O comportamento ético e cooperativo é inextrincável da nossa visão da subjacente unidade da existência. Agimos bem porque a acção boa é um dos meios para uma vida preenchida e una. Alimentamo-nos de acções boas, do mesmo modo que de pensamentos bons e sentimentos bons.
Alguém que pergunte “Porque tenho de comer?” é, sem dúvida, iludido e ignorante. Onde está o seu insight e apetite? Da mesma forma, uma pessoa que questione “Porque tenho de agir bem?” é tristemente inconsciente das forças unificadoras da existência.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
quinta-feira, 17 de maio de 2012
A função moral (para alguns anagógica) da EDUCAÇÃO por EINSTEIN
“Não basta ensinar ao homem uma especialidade, porque se tornará assim uma máquina utilizável e não uma personalidade. É necessário que adquira um sentimento, senso prático daquilo que vale a pena ser empreendido, daquilo que é belo, do que é moralmente correto."
quinta-feira, 10 de maio de 2012
A Filosofia e as sete artes liberais
| O jardim das delícias |
A Filosofia e as sete artes liberais em Herrad de Hohenburgo
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MEIRINHOS, José – “O sistema das ciências num esquema do século XII no manuscrito 17 de Santa Cruz de Coimbra (Porto, BPM, Geral 21)”. Medievalista [Em linha]. Nº7, (Dezembro de 2009).Disponível em http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/. ISSN 1646-740X.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
FILOSOFIA PARA CRIANÇAS - A intuição do inefável
O desafio era enorme. A próxima hora seria dedicada à pesquisa filosófica.
O que procurámos? Uma definição. Qual? Da BELEZA.
Não a encontrámos mas todos já sabemos que isso não é o mais importante.
A Filosofia não é uma aventura em linha recta. A Joana, de oito anos, deu um contributo que a todos intrigou e cuja discussão se tornou A SESSÃO.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Ouvir Schubert lembra-me...
«A Minha avó a dançar ballet.»
«Máquinas e formas.»
«O sol a ir-se embora.»
«A minha família, as borboletas, os anjos e Deus.»
- Sessão de Filosofia para Crianças, 1º A da E.B. nº 2 de Quarteira -
PENSO, LOGO VOO!
domingo, 22 de abril de 2012
sábado, 21 de abril de 2012
Da Filosofia - a essência da prática filosófica
Seja qual for a questão sobre a que tenhamos de deliberar, torna-se necessário conhecer aquilo sobre que vai deliberar-se, meu rapaz, pois de outro modo, forçosamente nos enganaremos. Ora, uma das coisas que escapa à maioria dos homens é a coisa na sua essência e, como julgam conhecê-la, jamais chegam a encontrar um ponto de acordo para iniciarem uma pesquisa qualquer e, à medida que avançam nessa pesquisa, colhem o devido castigo pois nem chegam a concordar com eles mesmos, nem com as outras pessoas. Por este motivo, façamos votos para que nem tu, nem eu, venhamos a incorrer no defeito que ora apontamos aos outras; mas, bem pelo contrário (...) procuremos uma definição de comum acordo, tentando tê-la sempre em mente (...).
Platão, Fedro, 237 c
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Jurgen Habermas - “Tres modelos de democracia. Sobre el concepto de una política deliberativa”
En este breve artículo, Jürgen Habermas expone la contraposición de Michelman de la comprensión liberal de la política y la comprensión republicana, que implican diferencias en sus conceptos respectivos de ciudadano o de derecho. Frente a ambos, esbozará, en el segundo punto de su intervención, un modelo “intermedio”, el de “política deliberativa”.
Leia o artigo aqui.
Fonte: http://efimeroescombrera.wordpress.com/
quarta-feira, 18 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
Alguns contributos para o questionamento da cultura cientifíco-tecnológica
Sugestões bibliográficas
- Martin Heidegger: A Questão da Técnica
- Ortega y Gasset: Meditação sobre a Técnica
- Jacques Ellul: A Técnica ou o Desafio do Século
- Edgar Morin: Cultura de Massas; Ciência com Consciência
- Roger Garaudy: Alternativa: Modificar o Mundo e a Vida; Para um Diálogo de Civilizações
- Herbert Marcuse: O Homem Unidimensional: Estudos acerca da Ideologia da Sociedade
- Jurgen Habermas: Técnica e Ciência como "Ideologia"; Teoria e Práxis; Teoria do Agir Comunicacional
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Epicuro desfaz equívocos sobre o Epicurismo: prazer, vida boa e prudência
"Quando dizemos que o prazer é o fim, não queremos dizer o prazer do extravagante ou o que depende da satisfação física — como pensam algumas pessoas que não compreendem os nossos ensinamentos, discordam deles ou os interpretam malevolamente — mas por prazer queremos dizer o estado em que o corpo se libertou da dor e a mente da ansiedade. Nem beber e dançar continuamente, nem o amor sexual, nem a fruição de peixe ou seja o que for que a mesa luxuosa oferece gera a vida agradável; ao invés, esta é produzida pela razão que é sóbria, que examina o motivo de toda a escolha e rejeição, e que afasta todas aquelas opiniões através das quais a mente fica dominada pelo maior tumulto.
De tudo isto o bem inicial e principal é a prudência. Por esta razão, a prudência é mais preciosa do que a própria filosofia. Todas as outras virtudes nascem dela. Ensina-nos que não é possível viver agradavelmente sem ao mesmo tempo viver prudentemente, nobremente e justamente, nem viver prudentemente, nobremente e justamente sem viver agradavelmente; pois as virtudes cresceram em união íntima com a vida agradável, e a vida agradável não pode ser separada das virtudes."
Carta a Meneceu ou Carta sobre a felicidade
Leia aqui: http://criticanarede.com/meneceu.html
terça-feira, 10 de abril de 2012
Programa À Descoberta - Centro Cultural Vila Flor - Guimarães
A última sessão da edição de Páscoa foi dedicada ao SILÊNCIO. A curiosidade foi ensurdecedora!
O QUE É O SILÊNCIO?
Uma pausa, calma pura, um pensamento, algo bom para a saúde, ausência de ruído, ruído ... eis algumas das hipóteses discutidas.
O final ofereceu-nos uma inquietante questão:
Qual o som de uma estrela a cair?
Obrigado a todos participantes.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Platão: A Apologia de Sócrates - pdf
"(...) Ora, é possível que alguém perguntasse: — Sócrates, não poderias viver longe da pátria, calado e em paz? Eis justamente o que é mais difícil fazer e aceitar a alguns dentre vós: Se digo que seria desobedecer ao Deus e que, por essa razão, eu não poderia ficar tranquilo, não acreditaríeis em mim, supondo que tal afirmação é, de minha parte, uma fingida ingenuidade. Se, ao contrário, digo que o maior bem para um homem é justamente este, falar todos os dias sobre a virtude e os outros argumentos sobre os quais me ouvistes raciocinar, examinando a mim mesmo e aos outros e, que uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida, ainda menos acreditaríeis ouvindo-me dizer tais coisas. Entretanto, é assim, como digo, ó cidadãos, mas aqui não é fácil ser persuasivo.(...)"
Faça aqui o download.
"(...)Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro. Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso presente. (...) Assim, se a morte é isso, eu por mim a considero um presente, porquanto, desse modo, todo o tempo se resume a uma única noite.
Se, ao contrário, a morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este?(...)"
Se, ao contrário, a morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este?(...)"
terça-feira, 27 de março de 2012
Programa À Descoberta - Centro Cultural Vila Flor - Guimarães
O mote para o À Descoberta desta Páscoa foram os Princípios!!!
e a Laura (6 anos) presenteou-nos com o princípio (de início, afirmou!) de duas vidas!
Obrigada a todos!
segunda-feira, 26 de março de 2012
QUAL A VIRTUDE MAIS IMPORTANTE ?
Obrigado a todos os participantes no Café Filosófico deste domingo,
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Foto: José Rui Moreira CorreiaSaiba mais: Diálogos Públicos "Horas de Filosofia" |
quarta-feira, 21 de março de 2012
Enteléquia e a Filosofia Prática: o objectivo, os pressupostos, as funções, os serviços.
A Filosofia enquanto prática afirma-se como um movimento de apologia do retorno à matriz socrática (essencial relação entre Filosofia, Indivíduo e Sociedade) e pretende enfrentar a crise de identidade da Filosofia, identificável pelo auto encerramento nas cátedras das universidades, pela construção de sistemas filosóficos totalizantes desligados da realidade da vida quotidiana e por uma linguagem decifrável apenas por iniciados.
A proposta consiste na devolução da Filosofia à cidade e ao cidadão. O seu objectivo é a aplicação em situação de conteúdos e competências filosóficas às diversas dimensões da vida humana. Com Mathew Lipman afirmamos que “O pensar é natural mas também pode ser entendido como uma habilidade passível de ser aperfeiçoada.”
A Filosofia Prática repousa sobre os seguintes pressupostos: a Filosofia é uma actividade dialógica; tem como modelo o diálogo socrático; a Filosofia é uma busca incondicional dentro de um horizonte de racionalidade fundada numa atitude socrática; é no confronto com o não-Eu e na saída do já pensado que a Filosofia cumpre a sua natureza; as ideias, instrumentos do pensamento, se não analisadas e criticadas transformam-se em obstáculos ao pensamento.
Defendemos que a Filosofia desempenha 3 funções básicas:
- Identificação dos pressupostos em que se baseia o pensamento;
- Problematização e análise crítica do pensamento;
- Conceptualização, enriquecendo, reforçando ou modificando os esquemas de relação com o real.
Acreditamos, inspirados na sentença de Marco Aurélio, que"A qualidade da nossa vida depende da qualidade dos nossos pensamentos."
Conheça os nossos serviços:
--Aconselhamento e Consultoria Filosófica
--Filosofia para Crianças
--Formação de Professores e Educadores
--Filosofia nas Organizações
--Workshops conceptuais e temáticos
--Diálogos Públicos "Horas de Filosofia"
terça-feira, 20 de março de 2012
Café Filosófico no Clube literário do Porto - 25 de Março
A convite de Tomás Magalhães Carneiro e inserido no novo projecto Clube Filosófico do Porto, vamos dinamizar o próximo Café Filosófico, o último no Clube Literário do Porto.
QUAL A VIRTUDE MAIS IMPORTANTE ?
É já no Domingo. Tiro de partida às 17:00.
É já no Domingo. Tiro de partida às 17:00.
Apareçam!
Saiba mais: DIÁLOGOS PÚBLICOS "HORAS DE FILOSOFIA"
segunda-feira, 19 de março de 2012
Is Free Will an Illusion ?
Free will has long been a fraught concept among philosophers and theologians. Now neuroscience is entering the fray.
The Chronicle Review brought together some key thinkers to discuss what science can and cannot tell us about free will, and where our conclusions might take us.
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An interesting update on an old old discussion! |
You Don't Have Free Will Jerry A. Coyne
The Case Against the Case Against Free Will Alfred R. Mele
Free Will Is an Illusion, but You're Still Responsible for Your Actions Michael S. Gazzaniga
The End of (Discussing) Free Will Owen D. Jones
Free Will Does Not Exist. So What? Paul Bloom
Source: http://chronicle.com/section/Home/5
sábado, 17 de março de 2012
Ancient Ethical Theory - Stanford Encyclopedia of Philosophy
While moral theory does not invent morality, or even reflection on it, it does try to bring systematic thinking to bear on the phenomenon. Ancient moral theory, however, does not attempt to be a comprehensive account of all the phenomena that fall under the heading of morality. Rather, assuming piecemeal opinions and practices, it tries to capture its underlying essence. It is the nature of such an enterprise to evaluate and criticize some of these opinions and practices but that is not its primary goal. Ancient moral theory tries to provide a reflective account of an essential human activity so one can grasp what is of fundamental importance in pursuing it.
In historical order, the theories to be considered in this article are those of Socrates as presented in certain dialogues of Plato; Plato in the Republic; Aristotle; the Cynics; Cyrenaic hedonism; Epicurus; the Stoics; and Pyrrhonian skepticism.
sexta-feira, 16 de março de 2012
5 ways to develop CRITICAL THINKING in ICT
How do you encourage pupils and students to think critically in the context of educational technology?
2º Always ask "Why?";
3º Ask “How do you know?”;
4º Find some good resources;
5º Develop good activities to go with the resources.
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quarta-feira, 14 de março de 2012
Uma OBRA de teatro encenando Saramago!
O culminar do projecto Ilha Desconhecida entre Enteléquia – Filosofia Prática e o Centro Cultural Vila Flor foi um convite ao émerveillement!
Brice Coupey actua num palco sem cenário fixo ou objectos decorativos e em vez disso desenvolve a acção numa espécie de “mesa de jogo” modulável. Objectos que se transformam por acção do actor, permitindo aos personagens viajarem de espaço em espaço segundo a evolução do conto.
Um espaço que se abre ao imaginário e nos leva numa viagem sensorial (à descoberta de nós mesmos!) absolutamente deliciosa!
Vimos ser possível fazer teatro para crianças sem as infantilizar e levar o público a navegar por mares nunca dantes navegados sem excepção de idades!
(Brice Coupey e a Cie L' Alínea estarão ainda em Viseu, no Teatro Viriato, nos próximos dias 16 e 17)
terça-feira, 6 de março de 2012
CONSULTA FILOSÓFICA - O PAPEL DAS ANTINOMIAS NA RELAÇÃO COM O REAL
A utilização das ANTINOMIAS revela-se proveitosa uma vez que as mesmas são importantes momentos de CONCEPTUALIZAÇÃO. São elementos fundamentais da estrutura do pensamento porque:
- essenciais na construção da referida estrutura forçando a assunção/decisão/escolha por oposição;
- constituem-se como recursos metodológicos indispensáveis na verificação da solidez (validade lógica) da mesma uma vez que permitem a identificação de (possíveis) contradições.
Na relação do Indivíduo com o Real as antinomias assumem uma dupla função:
- simplificação operativa da realidade através da clarificação antinómica;
- oportunidade de o pensamento se comprometer com uma posição e explorá-la até às últimas consequências.
Uno-Múltiplo
|
Essência-Existência
|
Objectivo-Subjectivo
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Finito-Infinito
|
Ser-Parecer
|
Essencial-Acidental
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Absoluto-Relativo
|
Causa-Efeito
|
Todo-Parte
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Abstracto-Concreto
|
Actual-Potencial
|
Matéria-Forma
|
Corpo-Mente
|
Natureza-Cultura
|
Activo-Passivo
|
Razão-Paixão
|
Eu-Outro
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Quantidade-Qualidade
|
Temporalidade-Eternidade
|
Análise-Síntese
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Mesmo-Outro
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Narração-Discurso
(Mythos)-(Logos)
|
Liberdade-Determinismo
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segunda-feira, 5 de março de 2012
Sugestão: MONTAIGNE, TRÊS ENSAIOS
MONTAIGNE, TRÊS ENSAIOS, Tradução de Agostinho da Silva, Vega, 1993 (2ª edição)
. Do professorado . Da educação das crianças
. Da arte de discutir
. Do professorado . Da educação das crianças . Da arte de discutir
Trabalhamos apenas por encher a memória e deixamos vazios o entendimento e a consciência. Assim como as aves vão algumas vezes em busca de grãos e os trazem no bico sem os comer, para alimentar os filhos, assim os nossos mestres vão pilhando a ciência nos livros e trazem-na na ponta da língua só para a vomitarem e a lançarem aos quatro ventos. p.13
Conheço alguns que, quando lhes pergunto o que sabem, me pedem livros para indicar. (…) Tanto nos deixamos andar nos braços dos outros que destruímos as nossas forças. Quero armar-me contra o terror da morte? É à custa de Séneca. Quero arranjar consolação para mim ou outrem? Vou-a buscar a Cícero. Tirá-la-ia de mim próprio, se me tivessem habituado. Não gosto nada deste saber relativo e mendigado. p.16
sábado, 3 de março de 2012
A Ilha Desconhecida foi à descoberta da Escola da Ponte!
Era bom se existisse de verdade uma porta das decisões para nos comprometermos com aquilo que decidimos… Podíamos criar uma porta das decisões imaginária como a linha do Equador, não podíamos? Claro que sim, a Comunidade de Investigação da Ponte aceitou de imediato a possibilidade!
Havíamos decidido! Mas entretanto o sonho prendeu-nos… E o que é um sonho afinal? É necessário definir, afirmou assertivamente um membro! Laborámos, laborámos, e eis que surge: um sonho é um desejo AINDA não realizado! A Comunidade é unânime e mostra-se esfuziante com a nova descoberta!
Surpresa quando no segundo grupo NADA nos chama a atenção! Se “nada, é algo incerto ou inexistente?”. A sério? Bonito serviço! Mas afinal, o que é o Nada? Será Nada “uma palavra que define aquilo que não existe” ou “uma palavra que define o incerto”?
Obrigada a todos pela entrega!
quinta-feira, 1 de março de 2012
Free Will Does Not Exist. So What?
(...)Most of all, the deterministic nature of the universe is fully compatible with the existence of conscious deliberation and rational thought. These (physical and determined) processes can influence our actions and our thoughts, in the same way that the (physical and determined) workings of a computer can influence its output. It is wrong, then, to think that one can escape from the world of physical causation—but it is not wrong to think that one can think, that we can mull over arguments, weigh the options, and sometimes come to a conclusion. After all, what are you doing now? (...)
By Paul Bloom (professor of psychology and cognitive science at Yale University)
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O Pequeno Livro do Filósofo, de Desidério Murcho
"(...) O mote do livro é que qualquer pessoa pode tornar-se um filósofo. Isto é algo escandaloso em muitos sectores da cultura de língua portuguesa, que vêem o filósofo como um guru tocado pelos deuses, e não como um ser humano como os outros, apenas interessado num certo tipo de problemas e com um certo tipo de talento para os enfrentar. (...)" Desidério Murcho
Siga o LINK para aceder à obra:
O Pequeno Livro do Filósofo
Ouro Preto: Edição de Autor, 2009, 139 pp.
Ouro Preto: Edição de Autor, 2009, 139 pp.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Entrevista ENTELÉQUIA na Rádio FF da U.C.P
HOJE, às 21:00, na RÁDIO FF, no Programa PERISCÓPIO, entrevista a NUNO PAULOS TAVARES, representante do projecto Enteléquia - Filosofia Prática.
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Hume e a capacidade humana de conhecer
Se prosseguirmos a nossa investigação para além das aparências dos objectos dos sentidos, receio que a maior parte das nossas conclusões venham a estar cheias de cepticismo e incerteza. (...) Nada é mais consentâneo com esta filosofia do que um modesto cepticismo até certo ponto, e uma confissão leal de ignorância em assuntos que excedem toda a capacidade humana.
David Hume, Tratado da Natureza Humana, Fundação C. Gulbenkian, 2001, pp.730-731
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Enteléquia no Investigação Φ Filosófica (Brasil)
Blog Investigação Φ Filosófica - Um caminho lógico em direcção à verdade
Blog Investigação Φ Filosófica - Grupo de filósofos brasileiros que se interessa pela genuína investigação filosófica nas mais diversas sub-áreas da filosofia. Neste blog publicam artigos, traduções, resenhas, diálogos e respostas a questões filosóficas interessantes, além de notícias importantes na área da Filosofia.
Siga o link. O que você pensa sobre aconselhamento e consultoria filosófica?
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
CONSULTAS FILOSÓFICAS
A consulta filosófica é um momento de reforço da racionalidade na relação do consultante com a existência. O confronto das produções orais (ideias, teses, opiniões, medos, apreensões, dúvidas…) com a Lógica, a Razoabilidade, a omnipresença da Alternativa e a Diferença, em uma dinâmica dialéctica, constitui-se como exercício de crítica (auto-crítica) e busca da pressuposta coerência que preside ao pensamento filosófico.
Os candidatos mais adequados são pessoas cujas preocupações se centram em questões de moralidade privada ou ética profissional;questões de sentido, valor ou objectivo;questões de realização pessoal ou profissional;questões de sistemas de crenças indeterminados ou inconsistentes;questões que exijam interpretação filosófica de circunstâncias em mudança.
As consultas são realizadas por um profissional certificado pela Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico (APAEF), American Philosophical Practitioners Association (APPA) e pelo Institut de Pratiques Philosophiques.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
A ESCOLA (JÁ NÃO) É UMA SECA - Exercício
Exercício: DIRECTOR POR UM DIA
Ponto de partida: A ESCOLA É UMA SECA. (Quem nunca ouviu?!)
Ponto de partida: A ESCOLA É UMA SECA. (Quem nunca ouviu?!)
Através da identificação e conceptualização dos "erros", os alunos são convidados a propor e discutir criticamente alterações para melhorar a vida da escola e a qualidade da aprendizagem.
A resposta dos alunos ao desafio é pronta, assim como a consciencialização (via identificação- problematização-conceptualização) das dimensões e dificuldades inerentes à instituição Escola.
E, como (quase) sempre, o pensamento cooperativo-crítico não desilude nos seus contributos.
EXPERIMENTE!
EXPERIMENTE!
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Michael Sandel: A arte esquecida do debate democrático (Vídeo)
Assista ao vídeo legendado AQUI.
ARISTÓTELES, FLAUTAS e a JUSTIÇA, O DIREITO A UM CARRINHO DE GOLFE e a PERGUNTA PELA NATUREZA ESSENCIAL.
A ARGUMENTAÇÃO COMO POSSIBILIDADE DE UMA SALA DE AULA GLOBAL.
"A better way to mutual respect is to engage directly with the moral convictions citizens bring to public life, rather than to require that people leave their deepest moral convictions outside politics before they enter.” Michael Sandel
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Filosofia para Crianças: A Rã é Minha Amiga!
O que é ser amigo?
O que é preciso para ser amigo?
Ser amigo é:
Dar carinho;
Convidar para ir passear;
Levar a passear;
Dar abraços;
Gostar um do outro (mas não ser namorados);
Convidar para as festas;
Dar amor;
Convidar para jogar playstation;
Convidar para jogar futebol;
…
Perguntas, respostas e… MAIS PERGUNTAS!!
- A música pode ser nossa amiga. Pode ser uma música alegre e ficamos também alegres, gostamos dela. Raul, 6 anos
- Um livro é nosso amigo porque podemos imaginar! R., 6 anos
- A TV não pode ser amiga porque os senhores que estão lá a falar não estão a falar para nós, estão a falar para toda a gente. Beatriz, 6 anos
- Tenho em casa dois pássaros. A fêmea pôs ovos e anda sempre a tratar deles: é amiga! Afonso, 6 anos
- Deus é amigo mas às vezes não. Quando nos portamos mal ele não é nosso amigo! João, 6 anos
- Porque é que Jesus protegeu a Terra? Ficou lá e depois morreu…, Leandro, 6 anos
- Como é que Deus morreu e está na igreja? L. , 6 anos
- A minha mãe disse-me que Deus criou o homem a partir de barro, mas nós somos seres vivos… ? L. , 6 anos
Obrigada a todos por esta sessão!
Laurinda Silva
3ª sessão de Filosofia para Crianças na EB nº 2 de Quarteira, 1ºano
PENSO, LOGO VOO!
PENSO, LOGO VOO!
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
O erro de Platão segundo Aristóteles por Álvaro Ribeiro
"Aristóteles estudou demoradamente a dialéctica socrática, de que descreveu o processo nos livros de Tópicos, distinguindo-a nitidamente dos dizeres sofísticos, aos quais dedicou também um livro especial. Quanto ao método platónico, que combina a mitologia órfica com a ciência pitagórica, critica-o Aristóteles com maior respeito, não só pela gratidão para com o mestre, mas também porque lhe reconhece o intento de investigação da verdade. A exigência socrática da definição perfeita realiza-se no conceito, dotado de extensão e de compreensão.
O erro platónico verifica-se na transformação mitológica do conceito em ideia, conceito sem extensão, portanto sem plural, guardando uma singularidade misteriosa que só a poucos seria dado ver por processos mnésicos, gnósicos e teoréticos. A singularidade ou unicidade da ideia, separada do mundo sensível quando meramente inteligível, suscitava problemas que não poderiam ser resolvidos pelo uso oportuno da palavra participação."
Fonte:http://liceu-aristotelico.blogspot.com/
O erro platónico verifica-se na transformação mitológica do conceito em ideia, conceito sem extensão, portanto sem plural, guardando uma singularidade misteriosa que só a poucos seria dado ver por processos mnésicos, gnósicos e teoréticos. A singularidade ou unicidade da ideia, separada do mundo sensível quando meramente inteligível, suscitava problemas que não poderiam ser resolvidos pelo uso oportuno da palavra participação."
A prática filosófica nas organizações - um workshop
A MOVICORTES organizou nos dias um e dois de Fevereiro um workshop destinado à prática filosófica orientado para os colaboradores das empresas associadas.
Ministradas por Cecília Reis Maia e Nuno Paulos Tavares, estas iniciativas visam o desenvolvimento de competências específicas da filosofia, capazes de proporcionar e aperfeiçoar a flexibilidade cognitiva, despertar o espírito crítico, a criatividade e a capacidade de abstracção e melhorar a precisão comunicativa.
A metodologia do workshop foi adaptada às necessidades e expectativas dos participantes, alicerçando-se no diálogo e na prática continuada do debate de ideias. Através de vários exercícios práticos, os participantes foram desafiados a:
Investigar a estrutura lógica do pensamento e descobri-la como instrumento de análise, compreensão e organização do Real (Eu, o Outro, o Mundo); Descobrir o valor da escuta; Identificar pressupostos implícitos em produções orais (suas e dos outros); Discutir diferentes interpretações e a sua legitimidade; Elaborar e testar critérios decisionais; Identificar e produzir Mundividências; Experimentar a imaginação como momento de pensamento criativo.
A proposta definidora destes workshops é a fuga aos modos quotidianos do pensamento, PENSANDO O IMPENSÁVEL.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
A matéria de que a filosofia se alimenta está em todo o lado.
DA FILOSOFIA
Ao contrário do que sucede em outras áreas, a filosofia não requer equipamento, instrumentos, laboratórios, ou trabalho de campo. O investimento inicial necessário em filosofia não podia ser mais reduzido. Habitamos um mundo estranho; somos, nós próprios, criaturas peculiares, e as nossas relações com esse mundo e com as outras pessoas são, amiúde, de uma perplexidade misteriosa. A matéria de que a filosofia se alimenta está em todo o lado.
Alexander George
FILOSOFIA PARA JOVENS - Guimarães
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| JUNTA DE FREGUESIA E CENTRO SOCIAL DA POLVOREIRA – Fevereiro de 2012 |
Conhecimento é bom porque permite um futuro melhor. Saber mais coisas aumenta as nossas opções. Poder escolher é muito importante. Se souber mais ninguém me pode obrigar a fazer só uma coisa. Posso ser mais feliz se tiver liberdade de escolha. Mas isso não basta, também é preciso força de vontade...e sorte.
Obrigado a todos os participantes.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
KIT DE DETECÇÃO DE TANGAS - Vídeo
A detecção de tangas como tarefa da Ciência.
Num tempo em que o indivíduo é submergido em informação
é fundamental filtrar a desinformação.
é fundamental filtrar a desinformação.
Michael Shermer: Baloney Detection Kit
The 10 Questions:
1. How reliable is the source of the claim? 2.Does the source make similar claims? 3. Have the claims been verified by somebody else? 4. Does this fit with the way the world works? 5. Has anyone tried to disprove the claim? 6. Where does the preponderance of evidence point? 7. Is the claimant playing by the rules of science? 8. Is the claimant providing positive evidence? 9. Does the new theory account for as many phenomena as the old theory? 10. Are personal beliefs driving the claim?
domingo, 5 de fevereiro de 2012
FILOSOFIA PARA CRIANÇAS NO ALGARVE
Escola Básica nº2 de Quarteira - Turmas: 1ºA e 1ºB

Facilitadora das sessões semanais (2011/2012): Laurinda Silva
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