quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O Sentido da Vida por Moritz Schlick (1882-1936)

Nem todos se preocupam com a questão de saber se a vida tem sentido. Alguns — e esses não são os mais infelizes — têm a mente de uma criança, que ainda não questionou tais coisas; outros, tendo desaprendido a questão, já não as questionam. Entre ambos estamos nós próprios, aqueles que procuram. Não conseguimos projetar-nos de novo no nível do inocente, para quem a vida ainda não olhou com os seus olhos escuros e misteriosos, e não nos interessa juntarmo-nos aos saturados e fatigados que já não acreditam em qualquer sentido na existência por não terem conseguido encontrar qualquer sentido na sua própria vida.
Aquele que não conseguiu atingir o objetivo que procurava na sua juventude, e que não encontrou nada que o substituísse, pode lamentar a falta de sentido da sua própria vida, mas pode ainda acreditar que a existência em geral tem sentido e pensar que tal sentido está presente nos casos em que uma pessoa atingiu os seus objetivos. Mas aquele que, depois de muito esforço, conseguiu atingir os seus propósitos, e que depois descobriu que o seu prêmio não é tão valioso como parecia, de alguma maneira sente-se enganado — confronta-se abertamente com a questão do valor da vida e diante dele, como um solo sombrio e devastado, permanece o pensamento de que, para além de todas as coisas serem transitórias, em última análise tudo é em vão…
Qual é a razão para a estranha contradição que consiste no fato de o sucesso e a satisfação não se fundirem num sentido apropriado? Não parece prevalecer aqui uma lei inexorável da natureza? O ser humano estabelece objetivos para si próprio, e enquanto os persegue apoia-se na esperança, é verdade, mas ao mesmo tempo vive atormentado pela dor do desejo insatisfeito. Logo que atinge o objetivo, no entanto, depois da primeira sensação de triunfo segue-se inevitavelmente um sentimento de desolação. Permanece um vazio, que aparentemente só pode culminar com a emergência dolorosa de novas ambições, com o estabelecimento de novos objetivos. Assim recomeça o jogo, e a existência parece estar condenada a ser uma oscilação incansável entre dor e aborrecimento que termina com o nada que é a morte. Esta é a célebre linha de pensamento que está na base da visão pessimista da vida de Schopenhauer. Não haverá uma maneira de lhe poder escapar?…
Na verdade, nunca encontraremos um sentido último na vida se a virmos apenas sob o aspecto do propósito.
Não sei, no entanto, se o fardo dos propósitos pesou alguma vez mais sobre a humanidade do que no momento presente. O presente idolatra o trabalho. Mas trabalho significa atividade dirigida para objetivos, direção para um propósito. Supõe que estás no meio da multidão numa rua agitada de uma cidade e imagina-te a parar os transeuntes, um por um, para lhes perguntares: “Onde é que vais tão depressa? Que assunto importante tens de resolver?” E se, depois de conheceres o objetivo imediato, perguntasses depois pelo propósito desse objetivo, e depois pelo propósito desse propósito, acabarias sempre por chegar ao seguinte propósito depois de poucos passos na sequência: manter a vida, ganhar o próprio pão. E manter a vida porquê? Para esta questão dificilmente conseguirias extrair uma resposta inteligível a partir da informação obtida…
O núcleo e valor último da vida só pode residir em estados que existem em função de si próprios e que contêm em si próprios a satisfação que proporcionam… Ora, a vida significa movimento e ação, e se desejamos descobrir um sentido nela devemos procurar atividades que contêm o seu valor e propósito em si próprias, independentemente de quaisquer objetivos exteriores; atividades, portanto, que não são trabalho, no sentido filosófico do termo… Existem realmente tais atividades. Para sermos consistentes, devemos chamar-lhes jogos, já que este é o nome para a ação livre e sem propósito, isto é, para a ação que na verdade contém em si o seu propósito…
Jogar, como entendemos a noção, é qualquer atividade que decorre inteiramente em função de si própria, independentemente dos seus efeitos e consequências. Não há nada que impeça esses efeitos de serem de um tipo útil ou valioso. Se forem, tanto melhor; a ação continua a ser jogo, pois já contém o seu valor em si própria. Bens valiosos podem proceder dela, tal como da atividade intrinsecamente não aprazível em que se procura atingir um propósito. Por outras palavras, também o jogo pode ser criativo; o seu resultado pode coincidir com o do trabalho…
Olhemos à nossa volta: onde encontramos jogo criativo? O exemplo mais brilhante (que ao mesmo tempo é mais do que um simples exemplo) encontra-se na criação do artista. A sua atividade, que consiste em dar forma ao seu trabalho através da inspiração, é ela própria um prazer, e em parte é por acidente que valores duradouros resultam dela. Enquanto trabalha, o artista pode não pensar no benefício desses valores, pode nem pensar na sua recompensa, já que de outro modo o ato de criação ficará corrompido. O prêmio que abundantemente recompensa não é a corrente de ouro, mas a canção que brota do coração! Assim se sente o poeta, e também o artista. E quem se sente assim naquilo que faz é um artista.
Considere-se, por exemplo, o cientista. Conhecer, também, é um puro jogo do espírito, a procura da verdade científica é um fim em si mesmo para ele. O cientista adora medir os seus poderes contra os enigmas que a realidade lhe propõe, independentemente dos benefícios que possam de alguma maneira resultar da sua atividade…
Toda a nossa cultura terá que se concentrar num rejuvenescimento do ser humano, rejuvenescimento no sentido filosófico, de tal maneira que todas as nossas atividades se libertem gradualmente do domínio dos propósitos, que até as ações necessárias para a vida se transformem em jogo…
Toda a educação deverá encarregar-se de que nada da criança se perca no homem à medida que este amadurece, de que a separação entre a adolescência e a idade adulta vá desaparecendo gradualmente, de tal forma que o homem permaneça um rapaz até aos seus últimos anos, e a mulher uma rapariga, apesar de ser uma mãe. Se precisamos de uma regra de vida, que seja esta: “Preserva o espírito da juventude!” Pois este é o sentido da vida.

Excertos de um texto de Schlick com tradução de Pedro Galvão 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Carta atribuída a Lincoln: ao professor do meu filho ...

Apesar de não ser possível confirmar a autenticidade da presente missiva, consideramos que o seu valor e potencial reflexivo independem do autor.

"Caro professor, 
Ele terá de aprender que nem todos os homens são justos,  nem todos são verdadeiros, mas, por favor, diga-lhe que, para cada vilão, há um herói; que para cada egoísta, há também um líder dedicado; ensine-lhe, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo; ensine-lhe que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada; ensine-o a perder mas também a saber gozar da vitória. Afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso. Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros do céu, as flores do campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa; ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos. Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros; ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.Ensine-o a ouvir a todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho; ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram. Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.
Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso. Ensine-o a ter  fé sublime em si, pois só assim poderá ter fé na Humanidade. Eu sei que lhe peço muito, mas veja o que pode fazer, caro professor."

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Comemoração Dia Mundial da Filosofia - Biblioteca do Colégio Internacional de Vilamoura

Banho de Emersão
Filosofia, Poesia e … Educação 

Nelson Moniz

"Não podemos amar a água, amar o fogo, amar a árvore sem colocar neles um amor, uma amizade que remonta à nossa infância (...) Sem infância não há verdadeira cosmicidade. Sem canto cósmico não há poesia"
Bachelard, A Poética do Devaneio, III


Imergir num aparente caos de significações faz iniciar a comemoração do Dia Mundial da Filosofia na Biblioteca do CIV.
Qual a importância da palavra? Como recordamos as nossas memórias? As memórias têm importância? Quais as memórias mais importantes? O que é o instante? O que é o tempo? Posso captá-lo? Pode o instante mudar toda uma vida? O que é que o poeta faz aos instantes?...
O poeta professor Nelson Moniz interpela os alunos do ensino secundário tentando clarificar as interligações entre a Poesia e a Filosofia.
Captar a vida, recolher o instante, estar atento ao iminente caracteriza e possibilita o poeta e o filósofo. O instante traz consigo tamanha informação que o seu labor é conceptualizá-la. Num mesmo instante o professor Nelson cita Bachelard, deixa cair os óculos e tenta apanhá-los, os alunos falam e riem cada vez menos no corredor e a luz do dia vai declinando… O instante condensa e une impressões, a palavra fixa e expressa, a memória permanece e constrói-se.
Os sentidos alcançam significado numa espécie de constelação que une sentir, pensar e agir -na Poesia como na Filosofia há poder de relação. Preocupados com o que se faz com o tempo, filósofo e poeta (o sujeito que somos) já não tecem a sua existência de modo fragmentado, orientam-se pelas estrelas, conceitos das suas memórias, desenvolvendo, criando e recriando, os seus talentos. Estão aptos para a sobrevivência e para o engrandecimento.
É assim, de um modo fulgente e luminoso, que Nelson Moniz deixa transparecer o modo como trabalha com os seus alunos do ensino primário, para que eles próprios sejam livres e talentosos em tudo o que realizem.
Cita vários dos seus alunos, e deixa a crítica clara às atites, reunites e fichites de que padece o sistema de ensino, castrador da imaginação e da espontaneidade infantis.
«-Professor, faça-me um questionário, daqueles mesmo difíceis!
1. Para que servem as palavras?
- Para sentir e mudar o mundo para melhor. Mas às vezes faz-se o contrário e é por isso que estamos em crise.
2. O que é o tempo?
- O tempo é permanecer durante a vida e acreditar que podemos ser alguma coisa.
3. O que sente um poeta quando acaba uma obra?
- Um desabafo. E o sentimento de que permanece depois da morte.»
P., 9 anos
O nosso convidado termina: a missão da Poesia é transformar, como a da escola!
Emergir do entendimento realiza um grande Dia Mundial da Filosofia no CIV graças ao talento, originalidade e poder de comunicação do nosso convidado.
Muito obrigada Nelson pela sua disponibilidade e obrigada a todos os que de diferentes formas participaram nesta atividade!!

Laurinda Silva,
Grupo Disciplinar de Filosofia do CIV

terça-feira, 15 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Da necessidade Filosófica do Ser Relação

Como recente membro do projecto educativo das Irmãs Doroteias, senti que a minha integração deveria iniciar-se pelo desafio de real compreensão não apenas do que é, mas do que deve ser Ser-se Relação.
Digamos que do ponto de vista teológico, se nos apresentam de forma evidente e necessária os valores Fraternidade, Diálogo, Amizade… Mas eis que, numa perspectiva filosófica, metódica e racionalmente crítica, a prática desses valores inerentes ao Ser Relação se desvelam também como uma necessidade.
Na prática pedagógica de introdução à Filosofia e ao filosofar, isto é, nas primeiras sessões de Filosofia com alunos do 10º ano, é comum recorrermos à Alegoria da Caverna de Platão como forma de apresentação e apreensão daquilo que poderemos chamar atitude verdadeiramente filosófica. De capacidade e vontade de abertura, de curiosidade e de questionamento, visando uma compreensão integral e unificadora do mundo que nos rodeia. Por outro lado, a vontade de autêntica comunicação, como o prisioneiro da Alegoria da Caverna que, após se ter desprendido e vislumbrado uma possível outra face da realidade, regressa à caverna com o intuito de transportar a experiência do espanto aos seus.
Neste sentido, e não esquecendo o objectivo de perscrutar a essência do Ser Relação, cremos interessante recordar que da Grécia helénica herdamos algumas distinções úteis para o universo dos afectos. Assim, temos eros que, segundo Sócrates, é a fonte do desejo de nos amarmos uns aos outros; storgé, o amor familiar e instintivo de carinho, ternura e afecto; xenía, aquele amor que sentimos por desconhecidos; phília, o amor da amizade, e ágape, a forma mais elevada de amor, incondicional e de sacrifício pessoal.
Ora, numa viagem pela filosofia dos afectos apercebemo-nos que Ser Relação assume uma pretensão de união e comprometimento com eros, storgé, xenía, phília e acima de tudo com ágape, com o Espírito de Família entendido como Humanidade.
Neste ponto cremos que será, portanto, legítimo inferir que, se do ponto de vista teológico é imediato, porque acto de fé, este comprometimento com a Humanidade, do ponto de vista filosófico não será menos essencial. Pois se é possível postular que aquilo que é amável o é por si mesmo, e este seria o Homem como criação divina, é também possível afirmar que Ser-se Relação é, pois, vontade de autêntica comunicação, despida de pré-conceitos, genuína, ou seja, filosófica! E, acima de tudo, é-o também por si mesma!

Por Cecília Reis Maia
Texto publicado no Jornal da Paz, nº18,Set-Out 2011

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

The value of Philosophy

The value of philosophy lies not in furnishing solutions but in defining difficulties and suggesting methods for dealing with them.
                                                                                             John Dewey (1859 – 1952)

domingo, 23 de outubro de 2011

Da Filosofia nas Organizações - 8ª Convenção I Have The Power

Panorâmica da Sala Sagres, do Hotel Dom Pedro Marina

 
Enteléquia - Filosofia Prática ® teve o prazer de dinamizar uma sessão de Filosofia aplicada ao contexto organizacional.
O objectivo central foi proporcionar aos participantes um espaço livre de pensamento e discussão demonstrando as vantagens do legado que é a maiêutica socrática para um grupo/equipa que se pretende coeso/a porque persegue os mesmo objectivos. 
Aproveitar a energia da dissidência é construir um consenso que enche de significação a acção da equipa (sendo ela empresarial ou de qualquer outro tipo de organização).

Laurinda Silva, facilitadora
O seguinte texto pretende expor o trabalho do grupo:

A Caverna de Soraia?
«Como encontrar a pessoa certa para nos ajudar a alcançar os nossos sonhos?»
«Quantos consultores, que se conhecem verdadeiramente a si próprios, são necessários para ajudar 1 milhão de pessoas, até 2015, a não desistirem dos seus sonhos?»
O grupo identifica quase imediatamente semelhanças entre as duas perguntas: «alcançar» vs «não desistir»; «pessoa certa para nos ajudar» vs «consultores que se conhecem verdadeiramente a si próprios»; «os nossos sonhos» vs «dos seus sonhos».
Analisada a primeira semelhança, verificou-se uma relação complementar (João), mais especificamente «não desistir» é um meio para «alcançar» (Isabel). Não se trata, pois, de uma relação de identidade simples pelo que Paula reviu a sua primeira ideia.
Se acrescentarmos que os «consultores que se conhecem verdadeiramente a si próprios» são consultores I Have The Power, então há identidade com «pessoa certa para nos ajudar» (Jorge). Porém, o grupo reconhece que os dados fornecidos pelo real (a pergunta) não contemplam esse «Se». Então a identidade entre «pessoa certa para nos ajudar» e «consultores que se conhecem verdadeiramente a si próprios» é uma possibilidade e não uma necessidade. Porquê excluir a nossa querida avó, que nada percebe de consultoria?
Surge a ideia da Alegoria da Caverna – será que acrescentar dados ao real nos ajuda a manter/justificar a nossa caverna? Quem, olhando para «consultores que se conhecem verdadeiramente a si próprios», leu «consultores I Have The Power que se conhecem verdadeiramente a si próprios»? Quem está dentro da caverna?
Eu estou fora da caverna!, situa-se Soraia embora não saiba dizer porquê. Vozes de compaixão surgem imediatamente em seu auxílio – afirmam saber acerca das razões de Soraia e querem com veemência explicá-las ao moscardo irónico que por ali incomoda os presentes. Isto provoca perplexidade na Paula – Como podem responder assim pelos outros, [conjeturando]?!
A Soraia está dentro da caverna ou então saberia explicar porque não está. (João)
Uma espécie de burning desire acendeu o esforço crítico do grupo e fez queimar o tempo necessário para a análise da terceira semelhança - «os nossos sonhos» vs «dos seus sonhos».
A diferença nestas expressões está na perspectiva de que se fala de sonhos – própria ou de outrem. Por puro atrevimento sugiro que os proponentes da 1ª questão estão em grande expectativa. Têm ânsia de realizar os seus sonhos, de encontrar uma pessoa que os ajude nessa tarefa! Ou então, são consultores     I Have The Power e possuem e treinam uma flexibilidade mental fantástica que, colocando-se no papel do outro o compreendem conseguindo responder cada vez melhor às suas necessidades e, portanto, sendo cada vez melhores consultores!

Obrigada a todos por esta sessão!!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sociedade e Indivíduo por PESSOA

"A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrência intermitente. Cada homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo distingue-e de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes. A vida social do homem divide-se, pois, em duas partes: uma parte individual, em que é concorrente dos outros, e tem que estar na defensiva e na ofensiva perante eles; e uma parte social, em que é semelhante dos outros, e tem tão-somente que ser-lhes útil e agradável. Para estar na defensiva ou na ofensiva, tem ele que ver claramente o que os outros realmente são e o que realmente fazem, e não o que deveriam ser ou o que seria bom que fizessem. Para lhes ser útil ou agradável, tem que consultar simplesmente a sua mera natureza de homens.(...)"

Fernando Pessoa, in 'Os Preceitos Práticos em Geral e os de Henry Ford em Particular'

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ran Lahav - REFLECTIONS ON THE MEANING OF PHILOSOPHICAL PRACTICE

Reflection 14 - WE NEED A NEW LANGUAGE FOR PHILOSOPHICAL PRACTICE
(Read the full text HERE)
"It seems to me that for us, philosophical practitioners, this should be disconcerting. If we want philo-sophia to be a living practice and a way of life, then are we sure that the project of statement-making is relevant for us? Can we take it for granted that the search for wisdom has much in common with the search for true statements?"

"I realize that I am suggesting here a fundamental revolution in our conception of what philosophizing is. Traditional philosophy has been modeled around statement-making kinds of discourse, and has focused almost exclusively on one single kind of philosophical understanding: understanding through statements-about. In order to develop a different discourse, based on different forms of understanding, we need tremendous creativity, visionary powers, and courage. And yet, if we wish philosophical practice to be different from statement-making, theory-constructing academic philosophy, then I believe we must embark on this ambitious project."

FILOSOFAR COMO SÓCRATES

O mais recente livro de OSCAR BRENIFIER

Uma introdução ao mundo das práticas filosóficas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

8ª CONVENÇÃO IHTP - I Have the Power

Intervenção Enteléquia - Filosofia Prática®

- DA FILOSOFIA NAS ORGANIZAÇÕES


HOTEL DOM PEDRO GOLF - VILAMOURA - ALGARVE
21 Outubro 2011
Todas as informações em:
http://www.ihavethepower.net/catalog

2011 SOPHIA NETWORK MEETING - ISTAMBUL


Enteléquia - Filosofia Prática® saúda e agradece a todos os participantes
e organizadores a inteira disponibilidade nestes dias de encontro e partilha de práticas filosóficas !!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

O existencialismo: diálogo entre Eduardo Lourenço e Vergílio Ferreira

“Quem se olhou a fundo sabe que coisa alguma da sua vida, o pior e o melhor, dependem totalmente da sua vontade. Colaboramos, bem ou mal, mas fomos excedidos.” Eduardo Lourenço

Artigo de Celeste Natário, Universidade do Porto.              Leia aqui!

« A opacidade do mundo e a necessidade de sua compreensão como da existência dos homens, tendo como limite a impossibilidade da sua transparência, para a qual a razão humana não chega, colocam o pensamento de Eduardo Lourenço na clara atitude e situação de uma filosofia da existência. Concebendo a essência da filosofia “não como solução, mas como uma metafísica da interrogação, definida em função da ideia limite da expressão do incomunicável e inacabável sentimento que cada um adquire da existência como totalidade”, Eduardo Lourenço afirma que isso se deve ao “sentimento (que pode evidentemente ser expresso de uma forma mais ou menos adequada por umsistema de ideias) de que a existência não é problemática, mas metaproblemática, uma vez que o próprio questionante está perspectivamente envolvido na própria questão.” »

terça-feira, 30 de agosto de 2011

ENTELÉQUIA - FILOSOFIA PRÁTICA na TURQUIA

SOPHIA - European Foundation for the Advancement of Doing Philosophy with Children
Sophia Network Meeting 2011 em Istambul

CONSULTE O PROGRAMA DO ENCONTRO.

As nossas contribuições:

Laurinda Aguiar Silva: Music and Construction of Meaning;

Cecilia Reis Maia: Exploring causal relation with children of 5 to 7 years old;

Nuno Paulos Tavares: Depicting Concepts-Capting Human Reality.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Aconselhamento Filosófico



A Filosofia, a Pessoa e os desafios de ser


CONSULTA FILOSÓFICA: 1ª sessão

"Se condicionar a minha acção pela avaliação do impacto da mesma nos outros, 
perco auto-determinação?"

Esta pergunta foi o resultado da primeira consulta, cujo objectivo é problematizar e conceptualizar a necessidade da mesma. A fuga à confusão deve começar pela depuração conceptual, objectivando os motivos promotores da dúvida, problema ou situação através da elaboração crítica da questão-motor do processo.

Interessado? Siga o LINK

As consultas são realizadas por um profissional certificado pela American Philosophical Practitioners Association (APPA), Institut de Pratiques Philosophiques e Associação Portuguesa de Aconselhamento Ético e Filosófico (APAEF).

segunda-feira, 25 de julho de 2011

The ESSAYS of Michel de MONTAIGNE (1533-1592)

Translated by Charles Cotton, Edited by William Carew Hazlitt; 107 essays organized in three books. Published in 1580, enlarged in 1588 and still not completed to his satisfaction at the time of his death.
READ IT HERE.

"Given the huge breadth of his readings, Montaigne could have been ranked among the most erudite humanists of the XVIth century. But in the Essays, his aim is above all to exercise his own judgment properly. Readers who might want to convict him of ignorance would find nothing to hold against him, he said, for he was exerting his natural capacities, not borrowed ones. He thought that too much knowledge could prove a burden, preferring to exert his ‘natural judgment’ to displaying his erudition."   Stanford Encyclopedia of Philosophy

"Everyone calls barbarity what he is not accustomed to."
"Life in itself is neither good nor evil, it is the place of good and evil, according to what you make it."
"The continuous work of our life is to build death."
"If you press me to say why I loved him, I can say no more than because it was he, because it was I."
"Kings and philosophers defecate, and so do ladies."

sexta-feira, 22 de julho de 2011

FILOSOFIA NAS ORGANIZAÇÕES

A prática filosófica no contexto organizacional
  

Colaboração e intervenção em contextos organizacionais.

Descubra e construa o lugar da Filosofia na sua empresa ou associação.

 
 
 
Contacte-nos e pensemos como podemos colaborar! 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Homo sum, humani nihil a me alienum puto.

Sou Homem, nada do que é humano me é estranho. 1

A qualidade da nossa vida depende da qualidade dos nossos pensamentos. 
Marco Aurélio

entelequia.filosofiapratica@gmail.com

1- TERÊNCIO ( Publius Terentius Afer)(ca.195 A..C. - ca. 159 A. C.),  Heaautontimorumenos (O Punidor de Si Mesmo), v.77.

terça-feira, 19 de julho de 2011

CCVF - Filosofia para Crianças: À Descoberta ... de Lugares Escondidos II

Pela segunda vez fomos à Descoberta de Lugares Escondidos, que a Comunidade de Investigação de hoje definiu como sítios ocultos da visão. Desta feita, e não sabemos bem como, o que nos surpreendeu e que quisemos vorazmente DESCOBRIR foram o Cérebro e a Mente!!! Onde se esconde cada um deles, primeiro, e o que são, em segundo lugar; ou talvez o que são e onde se escondem… Confessamos que tivemos dificuldade em optar, por isso, fomos simplesmente vendo até onde a nossa reflexão/debate/categorização/descoberta nos levaria…, e levou longe, muito longe!

O parêntesis referirá apenas que, de entre outros adjectivos, esta sessão se revelou verdadeiramente lúdica! As idades oscilavam entre os 8 e os 12 anos, o que contrariamente a definir-se como um potencial obstáculo para uma boa sessão, serviu para a Comunidade de Investigação ir fazendo pausas, para os mais crescidos explicarem conceitos e acepções aos mais novos, que demonstravam dificuldades em seguir-nos o rasto, e, por outro lado, para a nossa Investigação se submeter ela mesma a pausas de teste de coerência e rigor.

Detivemo-nos, então, em dois conceitos: Cérebro e Mente. A distinção fez-se notar, sem muita luta ou confusão neuronal. O Cérebro é concreto e a Mente é abstracta (Sim, foram estes os conceitos produzidos pela Comunidade!!!) A Mente Forma as Frases e o Cérebro dá as Palavras. Sendo as frases o conteúdo e as palavras a sua materialização, eis a ligação de interdependência entre estes dois conceitos. Concluímos, ainda, que a MenteSentido às coisas; da Mente vêm a Inteligência e a CONSCIÊNCIA!

Complicação: o que é isto da CONSCIÊNCIA? Fomos meter-nos numa alhada conceptual!!! E eis que um cérebro/mente de 10 anos resolve o conflito conceptual e quase ininteligível no qual estávamos a entrar. A Consciência é a Parte da Mente (há quem lhe chame Alma, mas vamos escolher Mente, afirmou um outro cérebro/mente…) que nos permite DISTINGUIR O BEM DO MAL!

Como co-investigadora da Comunidade de Investigação do Centro Cultural Vila Flor (Guimarães) creio que hoje verdadeiramente Descobri/mos Lugares Escondidos!

Obrigada a todos por esta sessão!

ACONSELHAMENTO E CONSULTADORIA FILOSÓFICA

Actividade educacional que propõe a clientes individuais a utilização de métodos, teorias e abordagens filosóficas para solucionar ou gerir problemas associados à existência humana.

O que é a  Consulta Filosófica? Aqui.
Informações e Marcações: entelequia.filosofiapratica@gmail.com

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nova oferta de Dinamização Filosófica: Comunicação e Debate " Da aplicação da Filosofia no século XXI "

OPORTUNIDADES PARA A PRÁTICA FILOSÓFICA
- Da aplicação da Filosofia no século XXI
- Duração: 2 horas (comunicação introdutória - 30 minutos; debate - 90 minutos)

- Destinatários: Escolas, Empresas, Livrarias, Bibliotecas, Associações e Centros Culturais, Cafés...

- Informações e Marcações: entelequia.filosofiapratic​a@gmail.com

CONTACTE-NOS!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Programa À Descoberta ... de Pés, Passos e Caminhos

No Programa À Descoberta desta semana o desafio prendia-se com Pés, Passos e Caminhos…
Pareceu-nos importante, antes de mais, a distinção de conceitos: Pés são o instrumento; Passos são o Movimento e Caminho é Por onde se vai para se chegar a um destino...
A distinção entre rota e caminho foi também uma das nossas preocupações; assim sendo, concluímos que um caminho é terrestre e que uma rota se aplica a um caminho aéreo ou marítimo... não esquecendo que para que saibamos como seguir uma rota é evidente que utilizamos Coordenadas!
Prosseguimos o desafio com a seguinte questão: ‘O que quer dizer seguir os passos de alguém?’
Duas faixas etárias, duas propostas de exploração da questão distintas:
- os mais novos (6-8 anos) concluíram que esta questão de seguir os passos de alguém queria dizer que íamos pelo mesmo caminho (terrestre, aéreo ou marítimo) e chegávamos ao mesmo destino; sendo que nesta acepção destino quer dizer fim/objectivo/percurso/destino de viagem propriamente dito.
- os mais crescidos (9-11 anos) sublinharam a genialidade deste nosso debate, “Estes abdominais e flexões dos neurónios estavam a ser mesmo fixes!”. Relativamente à questão de seguir os passos de alguém foi evidente e unânime a resposta! Não é possível! Pois cada um de nós segue o seu destino! (e aqui destino no sentido de fortuna/sorte/fado) Quando muito, aquilo que acontece quando se diz que seguimos, por exemplo, os passos dos nossos pais é que fizemos coisas parecidas, tais como seguir a mesma profissão, mas é só isso!!!
Parece-nos simples, não tenhamos ilusões quanto a seguir os passos de alguém ou desejar fervorosamente que a nossa descendência siga os nossos passos ou os dos nossos pais!! O destino é coisa individual e irrepetível!! Simples…

Alguns contributos da Filosofia para Crianças

 
Conheça o documento da UNESCO: Filosofia, Escola de Liberdade

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PIERRE HADOT (1922 - 2010) - A FILOSOFIA COMO FORMA DE VIDA

- Philosophy as a Way of Life, Oxford, Blackwells, 1995.
. a history of spiritual exercices from Socrates to Foucault;
. a discussion on different conceptions of philosophy, their relation with the theory and practice of spiritual exercises;
. a provocation that leads us to ask the question of what it means to philosophize today.

- Exercices spirituels et philosophie antique. Paris, Etudes augustiniennes, 1981.

"(...)Self control is fundamentally being attentive to oneself: an unrelaxing vigilance for the Stoics, the renunciation of unnecessary desires for the Epicureans.(...)"

"In all schools, for various reasons, philosophy will be especially a meditation upon death and an attentive concentration on the present moment in order to enjoy it or live it in full counsciousness.(...)"

"In matters of philosophical teaching, writing is only an aid to memory, a last resort that will never replace the living word."

Pierre HADOT, Philosophy as a way of life: prodigious historical scholarship, rigorous philosophical argumentation, an human bridge from ancient philosophy to the 21st century homo technologicus.
WHAT IS A PHILOSOPHICAL LIFE?

sexta-feira, 8 de julho de 2011

NOTES FROM THE UNDERGROUND by Fyodor Dostoyevsky

"One of the most influential pieces of fiction in Western European history. It has attracted attention for many reasons. 1) It contains an all-out assault on Enlightenment rationalism and the idea of progress which foreshadows many such assaults in the mid-to-late twentieth century. 2) It is an outstanding example of Dostoyevsky's psychological skills, depicting a character motivated by many contradictory impulses. Such contradictions were not clearly understood in the nineteenth century, but Freud and modern psychology generally were to explore in depth the irrational bases of much human thought. 3) One of the most salient characteristics of the Underground Man is his profound self-contempt combined with an exquisitely sensitive ego--a combination that is much discussed these days. 4) The story contains one of the first characters whose childhood experiences have led him to fear love and intimacy even though he longs for them: another topic of intense interest currently. 5) It portrays one of the first anti-heroes in fiction, a protagonist utterly lacking every trait of the Romantic hero and living out a futile life on the margins of society. Such figures were to dominate much serious fiction in the mid-twentieth century, notably Albert Camus' Meursault in The Stranger."
NOTES FROM THE UNDERGROUND

WHO BETTER LOOKED IN THE EYE OF THE HUMAN SOUL?
WHO SUNK DEEPER IN THE DEPTHS OF REALITY?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

FILOSOFIA PARA CRIANÇAS: À DESCOBERTA DAS CRIATURAS DO CÉU

04/07/2011    Duração da sessão: 75 minutos.

Iniciámos a sessão procurando definir os conceitos em causa: criatura e céu. Estabelecidas as definições provisórias e operativas do grupo, o próximo passo foi elencar as múltiplas criaturas do céu.  Em estilo brainstorm, rapidamente o quadro ficou preenchido.

A enorme mancha de conceitos exige organização. Que tal um exercício de categorização?

Dialogando chegámos lá. Assim, 3 categorias de criaturas: seres vivos (reais), máquinas feitas pelo homem e seres fantásticos (imaginários).
A primeira marcada pela biologia, a segunda pela aventura da técnica, a terceira com surpreendentes referências a mitologias clássicas e contributos do mundo da animação infantil.

(Unicórnio voador???? Aceso foi o debate relativo à capacidade voadora dos unicórnios.  A votação democrática conclui esse micro-debate, decidindo a impossibilidade do unicórnio cruzar os céus.)

À primeira categoria convinham conceitos como falcão, pica-pau, morcego, vespa, libelinha, águia, mosca, papagaio, a inevitável borboleta, o pink flamingo e muitos outros seres esvoaçantes.
Naves, aviões, helicópteros, dirigíveis, para-quedas  e afins preencheram a segunda.
Criaturas com nomes aparentemente japoneses e de impossível registo escrito marcaram presença, gárgulas, vampiros, cavalos alados, fadas, o Dumbo, banshee (!), os grifos, a fénix enchiam a categoria fantástica. (Inesperado conhecimento das mitologias clássicas para crianças de 10-11 anos. Uma vez mais sou recordado: nunca subestimar as crianças e deixar os pressupostos à porta.)

Uma questão se tornava premente:
Se são seres imaginários, como os imaginamos? 
Como formamos essas ideias? 
 
(David Hume guia a pesquisa destas crianças e Descartes tenta sussurrar os seus 3 tipos de ideias, pormenorizando as factícias. A sua competição particular prossegue!)

O mecanismo de formação destas ideias foi rapidamente descodificado: o segredo está na combinação de elementos das várias ideias. Tal segredo foi metaforizado como a chave da imaginação
 
Experimentaram, descobriram e actualizaram a abertura a mundos possíveis.

Concluindo a sessão e relaxando o músculo intelectual, novo desafio

Escolher 4 criaturas do céu; Imaginar uma nova criatura do céu composta por características das 4 escolhidas; Breve fundamentação da escolha através de 3 linhas síntese; Desenho representando a novel criatura.

Assim informo, quando perscrutarem o céu estejam atentos ao Foclak, ao Difalampi, ao Flavescolipica, ao Papiflabu, ao Abelame e ao meu favorito, o temível e poliglota Vesrugaio.

Obrigado por esta excelente sessão.

sábado, 2 de julho de 2011

WHAT IS PHILOSOPHICAL COUNSELLING by PETER B. RAABE

It is commonly held that philosophical counselling began in 1981 when Dr. Gerd Achenbach opened his practice near Cologne, Germany. Today there are philosophical counselors, professional associations, and certification programs in the Netherlands, Canada, Norway, Austria, France, Switzerland, Israel, Great Britain, the United States, and many other countries. But the idea that philosophy can be used to alleviate distress, help individuals come to a better understanding of themselves and their world, and improve a person's life dates back to antiquity.
More than two thousand years ago Epicurus characterized philosophy as "therapy of the soul." He maintained that the arguments made by a philosopher are just empty if they do not relieve any human suffering. The Stoics also made it clear that philosophy is not merely the memorization of abstract theories or the exegesis of texts, but learning the art of living well. Socrates used philosophy not to teach concepts but to encourage his discussion partners to examine their thinking and attitudes about almost every issue imaginable.
Descartes and Spinoza saw philosophy as the "practice of wisdom." Nietzsche complained that philosophy had degenerated into a boring academic pursuit. He was waiting for a "philosopher physician" who would muster the courage "to risk the proposition: That what was at stake in all philosophizing up to this point was not at all 'truth' but something else -- let us say, health, future, growth, power, life."
The twentieth century's most influential philosopher, Ludwig Wittgenstein, asked rhetorically, "What is the use of studying philosophy if all it does for you is to enable you to talk with some plausibility about some abstruse questions in logic, etc., and if it does not improve your thinking about the important questions of everyday life?" John Dewey, the highly regarded American philosopher of education, wrote earlier this century that philosophy would show its true value "only when it ceases to be a device for dealing with the problems of philosophers and becomes a method, cultivated by philosophers, for dealing with the problems of men." Philosophical counselors have willingly accepted the challenge to take philosophy out of the lecture hall and present it to the real world.
Simply put, philosophical counselling consists of a trained philosopher helping an individual deal with a problem or an issue that is of concern to that individual. Philosophical counselors know that the majority of people are quite capable of resolving most of their problems on a day-to-day basis either by themselves or with the help of significant others. It is when problems become too complex -- as, for example, when values seem to conflict, when facts appear contradictory, when reasoning about a problem becomes trapped within a circle, or when life seems unexpectedly meaningless -- that a trained philosopher can be of greater help than the average friend or family member.
The philosophical counselor often deals with individuals who are dissatisfied with other forms of counselling they have had. She sees individuals whose minds are sound but whose thinking is confused or obstructed. The philosophical counselor understands that most individuals live by many unexamined (rather than unconscious) assumptions and values that can affect thinking and behavior in puzzling or distressing ways. She also sees a person's thinking as being informed by childhood experiences but not determined by them. Through a series of dialogues the philosophical counselor helps the client come to an awareness of hidden biases, unspoken assumptions, and conflicting values that may be preventing an inquiry into alternative perspectives that could help to ease the problem. For example, while a psychotherapist may search a client's subconscious for the causes of a client's distress over a career decision that must be made, the philosophical counselor will help the client conduct a conceptual examination of the many issues surrounding such a decision.
It could be argued that this type of intellectual counselling neglects the emotions and feelings, or what psychologists call the affective domain. But philosophers know that feelings and emotions are not simply irrational events that a person must suffer. John Locke characterized the emotions, which he called the passions, as ideas in our minds that come from both our sensations and reflections. A number of eminent philosophers, such as Plato, Aristotle, Seneca, Hobbes, Aquinas, and Sartre, have argued that an emotion does not simply erupt from the dark unconscious but that it is set in motion by a perception, a certain way of apprehending the world. Consequently, a negative feeling or an emotion about oneself, for example, can be changed by means of a critical examination of one's perception of oneself, and one's apprehension of the world and one's place in it.
But the philosophical counselor's aim is not simply to resolve a client's immediate problem and then send him on his way. The philosophical counselor also offers to educate the client in more effective ways of thinking so that if a problem arises again the client will be better able to deal with it on his own. The philosophical counselor is concerned with both the mitigation of problems and their prevention. She is therefore both a counselor and a teacher, helping the client to think clearly about the issue at hand while at the same time giving the client the tools that will improve his thinking in future. In this way the philosophical counselor ensures that individuals who have come to her for counselling will not become dependent on her to solve all similar problems in future.
Granted, cognitive approaches in psychotherapy such as R.E.B.T, logotherapy, and existential psychotherapy seem to already be doing some of what philosophical counselling claims to do. These psychotherapies are admittedly based on a philosophical type of inquiry into the client's reasoning. But these approaches were developed in the 1950's when psychologists were the only ones interested in the practice of counselling. Today there are a growing number of philosophers willing to work with individuals outside of the traditional academic setting -- philosophers very skilled at actively listening, at separating large masses of information into manageable pieces and putting them all back together again, and at spotting inconsistencies, contradictions, and other problems in a person's reasoning style.
A philosopher, in order to become a philosophical counselor, must have achieved at least a Master's degree in philosophy. The aspiring philosophical counselor will often focus his studies on practical or applied philosophy. Because of this he will be far better qualified to deal with specifically philosophical issues such as the meaning of life or questions of right and wrong than the therapist whose education has been predominantly in psychology. In other words, he will be experienced in discussing existential and ethical issues for which most psychotherapists have no training whatsoever.
Many philosophical counselors are hesitant to call philosophical counselling "therapy." This is because the philosophical counselor, unlike his psychotherapeutic counterpart, does not diagnose his clients according to some ready-made normative ideals about normalcy, mental health, self-understanding, or psychic well-being. Neither does he offer the sort of therapy that expects the client to passively receive treatment. But this does not mean that philosophical counselling is not therapeutic in its effect. Wittgenstein saw philosophy as having a practical use in "untying the knots in our thinking," or what he considered the treatment of "intellectual disease." The philosophical methods required for untying these troublesome knots he called "therapies." Therapy in the philosophical sense comes from the client's increased understanding, self-awareness, and feeling of well-being -- all products of a careful exploration, in tandem with a skilled philosopher, of herself and the world around her.
To undertake such an exploration some philosophical counselors prefer to use the reasoning of a single philosopher or philosophical system. But most take a more eclectic approach, knowing that specialization in one area of philosophy restricts a counselor's effectiveness when his client's problems or concerns shift over time. The key to philosophical counselling generally is its client-centered and open-ended nature, one which does not manipulate the client's thinking so as to bring him to accept some particular philosophy as the "Truth." The philosophical counselor's intention is to help his client reach any reasonable and morally permissible goal the client has set for herself.
Apart from being of great help to the average person, philosophical counselling can also be of immense value to professional psychotherapists. After all, philosophy is the foundation upon which all other fields of thought are based. Philosophy is not simply the transmission of a body of knowledge; it is the act of constantly improving one's understanding by means of thinking and discussion. Philosophers have an extraordinarily rich repertoire of theoretical perspectives at their disposals and therefore are especially adept at seeing the implications and assumptions behind the theories guiding all of the various approaches to psychological therapy. The philosophical counselor is well prepared to facilitate an inquiry into both the content and the process of reasoning that may have resulted in either professional or personal difficulties for the psychotherapist.
While the adage that the unexamined life is not worth living is somewhat of an exaggeration, it is certainly true that the examination of a life by means ofphilosophical counselling can lead to the living of a better life.
by PETER B. RAABE, Ph. D.