"A inteligência é caracterizada por uma incompreensão natural da vida. (...) Há coisas que só a inteligência é capaz de procurar, mas que por si mesma nunca achará. E essas coisas só o instinto as acharia, mas nunca as procura." BERGSON
Projecto educacional de divulgação e prática da Filosofia em contextos específicos.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
Receita para Inventar
Basta seguir a Receita para Inventar do Leonardo Bizarro.....
(que podia muito bem ser o Leonardo da Vinci, segundo estes alunos do 3º ano!!!)
"Escavavoadora - serve para apanhar objectos no ar."
Tomás, 3º ano
"Espelho do Bem - serve para as pessoas pobres e que estão na rua terem uma casa normal."
Ana, 3º ano
"Máquina 3000Transforma - transforma coisas velhas em coisas novas."
Manuel, 3º ano
"Máriomotor - recarrega tudo com luz solar: é grátis!"
Mário, 3º ano
"Robot Empregado - faz café, a cama, faz tudo e só ajuda os portistas."
Cristiano, 3º ano
sábado, 9 de abril de 2011
À DESCOBERTA - FILOSOFIA PARA CRIANÇAS
Pelo terceiro ano consecutivo, ENTELÉQUIA-FILOSOFIA PRÁTICA colabora no Programa À DESCOBERTA, organizado pelo Centro Cultural Vila Flor, Guimarães.
O referido programa,dirigido a crianças dos 6 aos 12 anos, além de Filosofia para Crianças, inclui actividades de Expressão Dramática, Cinema, Música, Dança, Artes Plásticas e Escrita Criativa.
Os temas da presente edição são: À Descoberta das Palavras e À Descoberta do Sentido.
Decorrerá entre 11 e 21 de Abril nas instalações do Centro Cultural Vila Flor.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Elogio da Filosofia
Para se ser completamente homem, indispensável se torna ser um pouco mais e um pouco menos do que homem."
Merleau-PontySugestão bibliográfica: Elogio da Filosofia, Guimarães Editores, Lisboa,1986.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Live Curious - exercício
«A curiosidade faz o medo desaparecer.»
Érica - 4º ano
«Se ficamos mais inteligentes ficamos melhores pessoas.»
Manuel - 4º ano
«Se aprendemos ajudamos alguém.»
Joana - 4º ano
«Se perguntamos ajudamos o outro.»
Maria - 4º ano
«Se estudo, passo de ano.
Se passo de ano, fico feliz.»
Rafaela - 4º ano
quarta-feira, 30 de março de 2011
VIDA FILOSÓFICA
" The desire to lead a philosophical life springs from the darkness in which the individual finds himself … Philosophy is the decision to awaken our primal source, to find our way back to ourselves, and to help ourselves by inner action … And to lead a philosophical life means also to take seriously our experience of men, of happiness and hurt, of success and failure, of the obscure and the confused. ... "
KARL JASPERS, Way to Wisdom (1951)
Texto completo: ver aqui.
domingo, 20 de março de 2011
Formação Certificada - Filosofia Prática para Crianças e Jovens (grupos 100 e 110)
Filosofia Prática para Crianças e Jovens
Curso de Formação Certificado pelo Centro de Formação da Ria Formosa - Faro,
promovido por Enteléquia - Filosofia Prática.
Grupos: 100 e 110; Início: 9 de Abril; Duração 25h (1 Crédito); Propina: 80€; Inscrições até 4 de Abril de 2011; Local:Centro de Formação da Ria Formosa - Faro.
Grupos: 100 e 110; Início: 9 de Abril; Duração 25h (1 Crédito); Propina: 80€; Inscrições até 4 de Abril de 2011; Local:Centro de Formação da Ria Formosa - Faro.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Rawls e a justiça como equidade
Jonh Rawls e os princípios da justiça: princípio da igual liberdade e princípio da diferença.
"Primeiro
Cada pessoa deve ter direito igual ao mais extenso sistema de liberdades básicas que seja compatível com um sistema de liberdades idêntico para as outras.
Segundo
As desiguldades sociais e económicas devem ser distribuídas de forma a que, simultaneamente:a) proporcionem a maior expectativa de benefício aos menos favorecidos e b) estejam ligadas a funções e a posições abertas a todos em posição de igualdade equitativa de oportunidadades."
"Primeiro
Cada pessoa deve ter direito igual ao mais extenso sistema de liberdades básicas que seja compatível com um sistema de liberdades idêntico para as outras.
Segundo
As desiguldades sociais e económicas devem ser distribuídas de forma a que, simultaneamente:a) proporcionem a maior expectativa de benefício aos menos favorecidos e b) estejam ligadas a funções e a posições abertas a todos em posição de igualdade equitativa de oportunidadades."
quarta-feira, 9 de março de 2011
Philosophie Magazine Hors-Série Nº 9
O Cosmos dos Filósofos
. O mistério das origens
. O lugar do Homem no Cosmos
. Da pluralidade dos universos
. Por uma ética da conquista das estrelas
Caderno especial:
O Céu dos Filósofos - de Aristóteles a Arendt
-sistemas filosóficos, originalidade dos mesmos, princípios, excertos e micro-biografias.
. O mistério das origens
. O lugar do Homem no Cosmos
. Da pluralidade dos universos
. Por uma ética da conquista das estrelas
Caderno especial:
O Céu dos Filósofos - de Aristóteles a Arendt
-sistemas filosóficos, originalidade dos mesmos, princípios, excertos e micro-biografias.
quarta-feira, 2 de março de 2011
COMUNICAÇÃO ARGUMENTATIVA
Roma: ano de 1674
Debate realizado a pedido da Rainha Cristina da Suécia sobre a caracterização da condição humana.
“O que seria mais razoável: o riso de Demócrito, que de tudo zombava, ou o pranto de Heráclito, que por tudo chorava? ”
Participantes:
Defesa das lágrimas de Heráclito: Padre António Vieira
Defesa do riso de Demócrito: Padre Girolamo Cattaneo
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Os Mais Novos do Agrupamento!
Dando sequência ao ano anterior, o Agrupamento de Escolas Drª Laura Ayres dinamiza com entusiasmo o Projecto de Filosofia para Crianças.
I Sessão, 3º ano - JI/ 1º CEB da Abelheira
I Sessão, 3º ano - JI/ 1º CEB da Abelheira
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
«Cocas Filosófico» ou... «Quantos queres?»
Filosofia para Crianças - 4º ano - Agrupamento D. Dinis, Leiria
Como saber do que gostamos?
O que é ser queixinhas?
O que é uma boa pergunta?
Foram estas as temáticas que que o «Cocas Filosófico» (que afinal, em Leiria se chama «Quantos Queres?») nos proporcionou.
Temas óptimos e just in time!
Até breve, Laurinda Silva
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O que mais gostarias de saber?
Convidados a responder a este desafio, alunos do 3º ano indagaram:
- Onde mora o homem mais inteligente do mundo para eu poder tirar dúvidas?
- Qual é o tamanho de um gigante?
- Os marcianos aprendem Matemática?
- Porque é que existem as pessoas e o mundo?
- Onde mora o homem mais inteligente do mundo para eu poder tirar dúvidas?
- Qual é o tamanho de um gigante?
- Os marcianos aprendem Matemática?
- Porque é que existem as pessoas e o mundo?
Estes e outros contributos deram origem a um exercício de discussão visando a sua fundamentação, hierarquização do seu interesse e relevância e investigação das respostas.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Estoicismo de MARCO AURÉLIO

"Se os elementos nada têm a temer nesta transformação contínua noutros elementos, porque haveremos nós de recear a transformação e dissolução do todo? Está na ordem da natureza. Ora nada do que é conforme à natureza é um mal."
Marco Aurélio (121-180)
Imperador Romano e representante do estoicismo tardio
MEDITAÇÕES: leia aqui.
"Enquanto os homens continuarem a ser atraídos pelas lágrimas e triunfos da bondade humana, não faltarão leitores a Marco Aurélio. Melancólico, compassivo e desencantado, o último dos Estóicos ainda envergonha as nossas fraquezas e silencia a nossa insatisfação."
Maxwell Staniforth
MEDITAÇÕES: leia aqui.
"Enquanto os homens continuarem a ser atraídos pelas lágrimas e triunfos da bondade humana, não faltarão leitores a Marco Aurélio. Melancólico, compassivo e desencantado, o último dos Estóicos ainda envergonha as nossas fraquezas e silencia a nossa insatisfação."
Maxwell Staniforth
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Aconselhamento e Consultadoria Filosófica: Âmbito de aplicação
Actividade educacional que propõe a clientes individuais a utilização de métodos, teorias e abordagens filosóficas para solucionar ou gerir problemas associados à existência humana.
É dirigida a clientes que são racionais e funcionais na vida quotidiana e que possam beneficiar de assistência filosófica na resolução ou gestão de problemas e situações associadas à experiência do dia-a-dia.
Os candidatos mais adequados são pessoas cujos problemas se centram em:
- Questões de moralidade privada ou ética profissional;
- Questões de sentido, valor ou objectivo;
- Questões de realização pessoal ou profissional;
- Questões de sistemas de crenças indeterminados ou inconsistentes;
- Questões que exijam interpretação filosófica de circunstâncias em mudança.
“A qualidade da nossa vida depende da qualidade dos nossos pensamentos.”
Marco Aurélio
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Projecto VIVER SAUDÁVEL - PENSAR SAUDÁVEL
Pelo terceiro ano consecutivo Enteléquia-Filosofia Prática integra o Projecto VIVER SAUDÁVEL - PENSAR SAUDÁVEL do Agrupamento de Escolas D. Dinis de Leiria.
Na presente edição serão realizadas sessões de Filosofia para Crianças para turmas do 4ºano em 5 escolas: EB1 Barosa, EB1Capuchos, EB1 Amarela, EB1 Branca e EB1 Guimarota.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Enteléquia: a dinamizar em Portugal desde 2007
Desde a sua fundação em 2007 o projecto Enteléquia-Filosofia Prática já organizou actividades e participou em iniciativas nos seguintes concelhos:
- Porto, Vila Nova de Gaia, Gondomar, Santa Maria da Feira, Guimarães, Póvoa de Varzim, Ovar, Oliveira de Azeméis, Baltar, Leiria, Torres Vedras, Lisboa, Quarteira, Portimão e Guia.
Já só faltam duzentos e muitos!
Licenciatura em Filosofia tem vantagens?
Após análise e comparação de inúmeras licenciaturas, um estudo da North Carolina State University concluiu o seguinte:
- Raciocínio verbal: Filosofia - 1º lugar
- Raciocínio quantitativo: Filosofia - 15º lugar
- Escrita analítica: Filosofia - 1º lugar
I Encontro de Filosofia para Crianças e Criatividade
« Sentir pensamentos | Pensar sentidos »
19 Fevereiro
19 Fevereiro
Blog do Encontro: http://encontrofilosofiacriatividade.blogspot.com/ 
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Filosofia para Crianças e o questionamento do real
Após a Comunidade de Investigação concluir que a comunicação entre as pessoas é possível mesmo quando não se partilha uma língua (através de gestos, por exemplo), o Marco de 8 anos pergunta:
Excelente questão: crítica, problematizadora e desafiadora para qualquer adulto!
Quer tentar responder?
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
EXISTE A VERDADE?

A verdade
Intuitivamente, de repente
Se compreenderia, sem a dúvida,
Por todos; o Universo não contém
Esta verdade. Porque pois buscar
Sistemas vãos de vãs filosofias,
Religiões, seitas, voz de pensadores,
Se o erro é a condição da nossa vida,
A única certeza da existência?
Assim cheguei a isto: tudo é erro,
Da verdade há apenas uma ideia
À qual não corresponde realidade.
Crer é morrer; pensar é duvidar.
A crença é o sono e o sonho do intelecto
Cansado, exausto, que a sonhar obtém
Efeitos lúcidos do engano fácil
Que antepôs a si mesmo, mais sentido,
Mais visto que o usual do seu pensar.
A fé é isto: o pensamento
A querer enganar-se eternamente,
Fraco no engano, e assim no desengano,
Quer na ilusão que na desilusão. (…)
Fernando Pessoa, Fausto
Dilemas Morais
"Situações em que cada curso possível de acção viola um certo princípio moral que também é, por seu lado, obrigatório.(...)
O conflito pode ser descrito de diferentes maneiras. Uma das sugestões é fazer notar notar que, qualquer que seja a acção que o sujeito leve a cabo, fará algo de errado ou algo que não deveria fazer. Outra sugestão discorda desta apreciação, afirmando que o dilema significa que, dadas as circunstâncias, o sujeito agiu rectamente ou, pelo menos, tão rectamente como qualquer outra alternativa."
Simon Blackburn
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Gerd Achenbach - ‘Experience in Philosophical Practice’
Comunicação na 10th International Conference on Philosophical Practice (ICPP)
Holanda, Leusden, 11 de Agosto de 2010.
Holanda, Leusden, 11 de Agosto de 2010.
Leia aqui: Experience in Philosophical Practice
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
EPICURO: ao jovem e ao ancião
"Que nenhum jovem adie o estudo da filosofia, e que nenhum velho se canse dela; pois nunca é demasiado cedo nem demasiado tarde para cuidar do bem-estar da alma. O homem que diz que o tempo para este estudo ainda não chegou ou já passou é como o homem que diz que é demasiado cedo ou demasiado tarde para a felicidade. Logo, tanto o jovem como o velho devem estudar filosofia ..."
Epicuro 341 a.c. - 270 a.c.
Carta sobre a Felicidade (a Meneceu): leia aqui.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
O regresso da Ágora (desta vez on line)
E se pudesse ver as suas questões respondidas por filósofos?
Que tal ser desafiado a pensar melhor e reavaliar as suas ideias?
Sugestão bibliográfica:
Que Diria Sócrates?
Org. de Alexander George
Lisboa: Gradiva, Julho de 2008, 320 pp.
Perguntas e respostas seleccionadas de www.askphilosophers.org/.
Interessante para quem busca esclarecimento e orientação para pensar criticamente o real.
Que tal ser desafiado a pensar melhor e reavaliar as suas ideias?
Sugestão bibliográfica:
Que Diria Sócrates?
Org. de Alexander George
Lisboa: Gradiva, Julho de 2008, 320 pp.
Perguntas e respostas seleccionadas de www.askphilosophers.org/.
Interessante para quem busca esclarecimento e orientação para pensar criticamente o real.
Nova publicação: FILOSOFIA EM DIRECTO
Alguns problemas filosóficos.... vistos de um modo peculiar.
“Filosofia em Directo”, de Desidério Murcho é o mais recente lançamento da Fundação Francisco Manuel dos Santos.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Filosofia na TV
Vídeos seleccionados contendo reflexões, documentários, diálogos, entrevistas e adaptações de obras filosófícas.Veja aqui: http://www.filosofia.com.br/tv.php
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Course on Philosophical Practice and Trans-Sophia
Textos para leitura e contemplação da autoria de Ran Lahav.
http://www.trans-sophia.net/115845/Course-PP
http://www.trans-sophia.net/115845/Course-PP
"Anybody who has been impressed by the power of philosophical inquiry to help us examine ourselves and our world – but has also encountered the limitations of philosophy, would appreciate Philo-Sophia. Such a person would seek to examine himself or herself philosophically, but would also want to go beyond it, to realms that lay beyond analytic thought."
Ran Lahav
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Filosofia para Crianças enquanto Actividade de Enriquecimento Curricular
Desde Outubro do presente ano lectivo que o projecto Enteléquia-Filosofia Prática dinamiza sessões de Filosofia para Crianças no Colégio Casa-Mãe com periodicidade semanal e duração de 45 minutos.
São abrangidas turmas do 1º ao 4ºano de escolaridade do 1ºCEB e da Pré-Primária (5 anos de idade).
São abrangidas turmas do 1º ao 4ºano de escolaridade do 1ºCEB e da Pré-Primária (5 anos de idade).
“Se o teu plano é de um ano, planta arroz; Se o teu plano é de dez anos, planta árvores;
Se o teu plano é de cem anos, educa as crianças.”
Confúcio
domingo, 16 de janeiro de 2011
Obituário de Matthew Lipman no NY Times
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1923-2010
Filósofo, Educador, Criador da Filosofia para Crianças, Homem.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Enteléquia - OFERTA FORMATIVA CERTIFICADA
Acções de Formação certificadas pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua
Filosofia Prática para Crianças e Jovens
Destinatários: Docentes do Pré-escolar e Professores do 1ºCiclo do Ensino Básico (Grupos 100 e 110)
Registo da acreditação: CCPFC/ACC-64375/10
Nº de créditos: 1
Filosofia Prática para Crianças e Jovens
Modalidade Oficina de Formação
Destinatários: Professores do Ensino Secundário (Grupo 410)
Registo da acreditação: CCPFC/ACC-64376/10
Nº de créditos: 2
Registo da acreditação: CCPFC/ACC-64376/10
Nº de créditos: 2
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Filosofia - Ensino Secundário: O regresso do Exame Final (optativo)
Comunicado do Conselho de Ministros de 6 de Janeiro de 2011
4. Projecto de Decreto-Lei que introduz o exame final nacional optativo de Filosofia, elimina a disciplina de Área Projecto e cria a disciplina de Formação Cívica no currículo dos cursos científico-humanísticos, procedendo à quarta alteração ao Decreto-Lei n.º 74/2004, de 26 de Março
Este diploma estabelece os princípios orientadores da organização e da gestão curricular do ensino secundário, bem como da avaliação das aprendizagens, procedendo (i) à eliminação da disciplina de Área de Projecto da matriz dos cursos científico humanísticos; (ii) ao alargamento da oferta de exames nacionais nas disciplinas de formação geral, sem aumentar o número de exames obrigatórios; e (iii) à criação da disciplina de Formação Cívica na matriz dos cursos científico-humanisticos;
Assim, tendo em conta a experiência da aplicação da disciplina de Área de Projecto e o benefício pedagógico que se espera obter da utilização das chamadas “metodologias de projecto” em cada uma das disciplinas do currículo (não como disciplina autónoma), elimina-se a disciplina de Área de Projecto no 12º ano.
A reorganização dos desenhos curriculares do ensino secundário tem igualmente em vista a diminuição da carga horária lectiva semanal dos alunos no ano de conclusão do ensino secundário, de modo a que este tenha uma carga horária e uma organização curricular centrada na conclusão do ciclo de ensino e na preparação dos exames nacionais.
É, ainda, criada a disciplina de Formação Cívica no 10.º ano, com vista a reforçar a formação nas áreas da educação para a cidadania, para a saúde e para a sexualidade.
Em segundo lugar, introduz-se o exame final nacional optativo na disciplina de Filosofia da componente de formação geral, mantendo-se o número de quatro exames obrigatórios para conclusão do ensino secundário para os alunos dos cursos científico-humanísticos, vocacionados para o prosseguimento de estudos de nível superior.
Esta possibilidade permite valorizar a componente de formação geral do currículo e promover um equilíbrio na oferta de exames finais nacionais nas duas componentes de formação, sem prejuízo da manutenção da oferta de exames nas disciplinas específicas de cada curso e sem onerar os alunos com um aumento do número de exames obrigatórios a realizar para a conclusão do ensino secundário.
Fonte:
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Pensamento de Ordem Superior
“...talvez o pensar de ordem superior possa ser melhor descrito como o pensar que é experimental, probatório, provisório, exploratório e questionador, e é desta maneira que ele tem que lidar com um mundo em si mesmo problemático, que se apresenta necessariamente problemático para nós”.
M. Lipman
PENSAMENTO CRÍTICO
“Pensamento reflectido razoável focalizado em decidir o que fazer ou em que acreditar.”
Robert Ennis
“Entendemos o pensamento crítico como a capacidade de ajuizar de forma decisiva e auto reguladora que resulta em interpretação, análise, avaliação e inferência, bem como a explanação das considerações evidenciais, conceptuais, metodológicas e criteriológicas ou contextuais sobre as quais o juízo é baseado… O pensamento crítico ideal é inquisitivo, bem informado, confiante na razão, flexível, justo na avaliação, honesto no confronto com preconceitos pessoais, prudente na produção de juízos, disposto a reconsiderar, claro sobre os temas, ordenado em matérias complexas, diligente na busca de informação relevante, razoável na selecção de critérios, focado no questionamento e persistente na busca de resultados.”
American Philosophical Association’s Committee on Pre-College Philosophy
“...o pensamento que facilita a produção de juízos porque ‘confia’ em critérios, é auto correctivo e sensível ao contexto. " Matthew Lipman
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
FILÓSOFO
“Foi Schopenhauer quem reconheceu na imagem pré-freudiana de Édipo a imagem crítica do filósofo: «aqueles que têm a coragem de não deixar qualquer questão escondida têm o poder de filosofar.»”
G. B. Achenbach
Argumentação, Verdade e Ser por Nuno Paulos Tavares
A verdade e o conhecimento da realidade são construções de ordem intersubjectiva. A intersubjectividade exige condições: o reconhecimento de racionalidade no outro, a existência de um sistema simbólico de comunicação e a partilha de um contexto. O conceito de contexto remete para a temporalidade e historicidade e é fundamental na compreensão (doação/construção de sentido) de quaisquer fenómenos e realidades.
Para ser admitida como verdade com alcance intersubjectivo e ambição de universalidade, qualquer teoria, lei ou tese tem de ser reconhecida como tal. Esta admissão, nunca marcada pelo dogmatismo e espírito acrítico, deve surgir como consequência de um processo de criticismo argumentativo.
Por criticismo argumentativo entende-se um exercício racional de crítica ancorado na Lógica e aplicado à situação argumentativa com o propósito de distinguir os argumentos válidos dos inválidos (lógica formal) e assegurar a defesa contra usos manipulativos da retórica (lógica informal). O criticismo argumentativo funda-se no sentido crítico, “músculo” intelectual e instrumento de descodificação de discursos, desenvolvido primeiramente por aquilo que os Gregos designaram por cultivo do estudo livre. De facto, o estudo livre é a melhor medida de defesa contra a manipulação. Se este for efectivamente livre e as capacidades críticas das pessoas forem estimuladas e bem-vindas, os argumentos falaciosos, por mais atraentes que sejam, acabarão por ser denunciados no processo de avaliação crítica das ideias. A liberdade de estudo e discussão, oposta ao dogmatismo e ao seguimento de Gurus e Mestres, é o maior aliado da razão e o pior inimigo da manipulação.
O problema da busca da verdade ou da sua construção ocupou nos últimos milénios algumas das mais brilhantes mentes da História: Platão, Aristóteles S.Tomás de Aquino, Hume, Mill, Kant, Ortega y Gasset, Paul Ricoeur, Richard Rorty … A concepção absoluta e a perspectiva relativista da verdade têm na História e na Cultura o seu campo de batalha. Será a verdade um núcleo exterior ao Homem, existente por si e em si, ou, pelo contrário, mais uma produção humana em constante actualização? Talvez o mais importante seja que a construamos enquanto a procuramos; uma construção humana (quiçá demasiado humana), bem alicerçada, se bem que nunca permanente, uma verdade à medida do Homem e a medida do humano define-se pelo respeito do outro e pela ideia/sentimento de justiça, semente da acção ética.
Nuno Paulos Tavares
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Filósofa Martha Nussbaum recomenda Filosofia para Crianças
Prominent TheoristRecommends Philosophy for Children
Maughn Gregory, January 2011
In her new book from Princeton University Press,Not for Profit: Why Democracy Needs the Humanities (2010), American philosopher Martha Nussbaum recommends Philosophy for Children as an exemplaryprogram of “Socratic pedagogy,” which, she argues, is a necessary component ofeducation in democratic societies. Nussbaum calls attention to a“world-wide crisis in education” (2): making national economic growth itsprimary purpose. This crisis involves “radical changes … in what democratic societies teach the young,” (2) and in particular, the de-emphasis and evenelimination of teaching the humanities and the arts. Nussbaum’s own philosophy gives education three aims: to prepare people “for [democratic]citizenship, for employment and, importantly, for meaningful lives” (9). As her title indicates, the book’s focus is on the first of these aims,and its argument may be summed up in two statements: democracy requires threebroad kinds of abilities - “the ability to think critically; the ability totranscend local loyalties and to approach world problems as a “citizen of theworld”; and ... the ability to imagine sympathetically the predicaments ofanother person” (7); and a liberal arts education, with emphasis on the artsand humanities, is necessary to cultivate these abilities.
In chapter 4,“Socratic Pedagogy: The Importance of Argument,” Nussbaum traces a genealogy ofSocratic education - “in which the child [is] an active and critical participant,” (57) to eighteenth-century Europe and North America, andnineteenth-century India. As she explains it, Socratic pedagogy combines a focus on “the child’sability to understand the logical structure of an argument, to detect badreasoning, [and] to challenge ambiguity,” with a focus on the “Socraticvalues,” such as being “active, critical, curious, [and] capable of resistingauthority and peer pressure” (72). Nussbaum describes the work ofJean-Jacques Rousseau, Johan Pestalozzi, Friedrich Froebel, Bronson Alcott,Horace Mann, John Dewey, and Rabindranath Tagore, but explains that their workis mostly too theoretical, their recommendations too general and too time- andplace-specific to “show us … what we should do or can do here and now, in theelementary and secondary schools of today“ (72). Even Dewey, whomNussbaum calls “the most influential and theoretically distinguished Americanpractitioner of Socratic education,” (64) “never addressed systematically thequestion of how Socratic critical reasoning might be taught to children ofvarious ages.” (73) The solution she finds in one exemplary program:
But teachers who want to teach Socratically have a contemporarysource of practical guidance .... They can find very useful and yetnondictatorial advice about Socratic pedagogy in a series of books produced byphilosopher Matthew Lipman, whose Philosophy for Children curriculum wasdeveloped at the Institute for the Advancement of Philosophy for Children atMontclair State College [now University] in New Jersey. Lipman begins from theconviction that young children are active, questioning beings whose capacity toprobe and inquire ought to be respected and further developed …. (73)
Nussbaum spends the remainder of the chapter describing the Philosophy for Children curriculum,extolling its attention to the logical properties of thought, its presentationof complex ideas through engaging stories, its illustration of how attention tological structure can pay off in daily life, the progression in complexity ofnovels for children of different ages, its treatment of philosophical topicssuch as mind and ethics, and its respect for children (73-6).
Martha Nussbaum is the Ernst Freund Distinguished Service Professor of Law and Ethics at the University of Chicago, and chair of the new Committee for Public Philosophy of the American Philosophical Association. She hastaught at Harvard, Brown and Oxford Universities, is a Board Member of theHuman Rights Program and founder and coordinator of the Center for ComparativeConstitutionalism. Her other publications include TheFragility of Goodness: Luck and Ethics in Greek Tragedy and Philosophy(1986, updated edition 2000), Love's Knowledge (1990), The Therapy ofDesire (1994), Poetic Justice (1996), For Love of Country(1996), Cultivating Humanity: A Classical Defense of Reform in LiberalEducation (1997), Sex and Social Justice (1998), Women and HumanDevelopment (2000), Upheavals of Thought: The Intelligence of Emotions(2001), Hiding From Humanity: Disgust, Shame, and the Law (2004), Frontiersof Justice: Disability, Nationality, Species Membership (2006), TheClash Within: Democracy, Religious Violence, and India's Future (2007), Libertyof Conscience: In Defense of America's Tradition of Religious Equality(2008), and From Disgust to Humanity: Sexual Orientation and ConstitutionalLaw (2010).
Maughn Gregory, January 2011
In her new book from Princeton University Press,Not for Profit: Why Democracy Needs the Humanities (2010), American philosopher Martha Nussbaum recommends Philosophy for Children as an exemplaryprogram of “Socratic pedagogy,” which, she argues, is a necessary component ofeducation in democratic societies. Nussbaum calls attention to a“world-wide crisis in education” (2): making national economic growth itsprimary purpose. This crisis involves “radical changes … in what democratic societies teach the young,” (2) and in particular, the de-emphasis and evenelimination of teaching the humanities and the arts. Nussbaum’s own philosophy gives education three aims: to prepare people “for [democratic]citizenship, for employment and, importantly, for meaningful lives” (9). As her title indicates, the book’s focus is on the first of these aims,and its argument may be summed up in two statements: democracy requires threebroad kinds of abilities - “the ability to think critically; the ability totranscend local loyalties and to approach world problems as a “citizen of theworld”; and ... the ability to imagine sympathetically the predicaments ofanother person” (7); and a liberal arts education, with emphasis on the artsand humanities, is necessary to cultivate these abilities.
In chapter 4,“Socratic Pedagogy: The Importance of Argument,” Nussbaum traces a genealogy ofSocratic education - “in which the child [is] an active and critical participant,” (57) to eighteenth-century Europe and North America, andnineteenth-century India. As she explains it, Socratic pedagogy combines a focus on “the child’sability to understand the logical structure of an argument, to detect badreasoning, [and] to challenge ambiguity,” with a focus on the “Socraticvalues,” such as being “active, critical, curious, [and] capable of resistingauthority and peer pressure” (72). Nussbaum describes the work ofJean-Jacques Rousseau, Johan Pestalozzi, Friedrich Froebel, Bronson Alcott,Horace Mann, John Dewey, and Rabindranath Tagore, but explains that their workis mostly too theoretical, their recommendations too general and too time- andplace-specific to “show us … what we should do or can do here and now, in theelementary and secondary schools of today“ (72). Even Dewey, whomNussbaum calls “the most influential and theoretically distinguished Americanpractitioner of Socratic education,” (64) “never addressed systematically thequestion of how Socratic critical reasoning might be taught to children ofvarious ages.” (73) The solution she finds in one exemplary program:
But teachers who want to teach Socratically have a contemporarysource of practical guidance .... They can find very useful and yetnondictatorial advice about Socratic pedagogy in a series of books produced byphilosopher Matthew Lipman, whose Philosophy for Children curriculum wasdeveloped at the Institute for the Advancement of Philosophy for Children atMontclair State College [now University] in New Jersey. Lipman begins from theconviction that young children are active, questioning beings whose capacity toprobe and inquire ought to be respected and further developed …. (73)
Nussbaum spends the remainder of the chapter describing the Philosophy for Children curriculum,extolling its attention to the logical properties of thought, its presentationof complex ideas through engaging stories, its illustration of how attention tological structure can pay off in daily life, the progression in complexity ofnovels for children of different ages, its treatment of philosophical topicssuch as mind and ethics, and its respect for children (73-6).
Martha Nussbaum is the Ernst Freund Distinguished Service Professor of Law and Ethics at the University of Chicago, and chair of the new Committee for Public Philosophy of the American Philosophical Association. She hastaught at Harvard, Brown and Oxford Universities, is a Board Member of theHuman Rights Program and founder and coordinator of the Center for ComparativeConstitutionalism. Her other publications include TheFragility of Goodness: Luck and Ethics in Greek Tragedy and Philosophy(1986, updated edition 2000), Love's Knowledge (1990), The Therapy ofDesire (1994), Poetic Justice (1996), For Love of Country(1996), Cultivating Humanity: A Classical Defense of Reform in LiberalEducation (1997), Sex and Social Justice (1998), Women and HumanDevelopment (2000), Upheavals of Thought: The Intelligence of Emotions(2001), Hiding From Humanity: Disgust, Shame, and the Law (2004), Frontiersof Justice: Disability, Nationality, Species Membership (2006), TheClash Within: Democracy, Religious Violence, and India's Future (2007), Libertyof Conscience: In Defense of America's Tradition of Religious Equality(2008), and From Disgust to Humanity: Sexual Orientation and ConstitutionalLaw (2010).
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Quais os ingredientes da Pizza Sociedade?
O LNEG, no seu ATL de férias de verão proporcionou aos seus participantes sessões semanais de Filosofia para Crianças.
Hoje fizemos uma analogia entre a sociedade e uma pizza, uma vez que, assim como colocamos na nossa pizza os ingredientes que mais gostamos, também escolhemos os ingredientes de que é feita a nossa sociedade.
Paz, Transportes, Alimentos, Amizade e até Castigos («para as pessoas não fazerem as coisas mal») foram alguns das propostas em degustação!
Sou grata pelo empenho de todos. Até para a semana!
A facilitadora, Laurinda Silva
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